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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Co-incineração


A co-incineração, um processo de tratamento de resíduos industriais perigosos, foi objecto de um estudo aprofundado, com a formação de uma Comissão Científica Independente, (CCI) nomeada pela Assembleia da República, no tempo do governo Guterres (1999), cuja composição, objectivos, métodos de trabalho, etc, obedecia a um conjunto de leis emanadas pela mesma assembleia e pelo mesmo governo.

Ao contrário do que é habitual neste país, a dita CCI, presidida pelo Doutor Sebastião Formosinho, não só levou a cabo as tarefas que lhe foram incumbidas, como produziu relatórios, conclusões e recomendações, tudo obedecendo ao método científico que, pensava eu, tiraria as teimas relativamente aos alegados perigos para a saúde das populações.

É claro que, como os resultados cientificamente comprovados não eram os que convinham a determinados políticos, demagógicos e ignorantes, de todas as forças políticas, nomeadamente do PS, e estou a lembrar-me de Manuel Alegre e de Carlos Pimenta, por exemplo, deu-se o dito por não dito, a CCI já não era científica e muito menos independente e, o governo seguinte, de Durão Barroso, produziu abundante legislação para revogar a anterior.

Neste momento voltou a discussão. De 2002 até agora, nem co-incineração, nem incineração sem co, nem nada. Espero que, de uma vez por todas, pelo menos neste assunto, se esqueçam as politiquices, reatando o assunto onde ele foi deixado – no avanço deste processo de tratamento de resíduos industriais perigosos que, por essa santa Europa, parece ser razoavelmente seguro e tolerado.

A propósito, há um site com tudo (ou quase) sobre este processo Kafkiano.
http://paginas.fe.up.pt/~jotace/home.htm

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