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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Balanços

Eu sou apologista de fazer balanços. Penso mesmo que é inevitável. Podem utilizar-se datas certas ou irregulares, fazer balanços cíclicos ou esporádicos, mas todos nós fazemos balanços dos mais diversos aspectos da vida, diariamente, pois é assim que tomamos decisões.

Para mim este ano que passou foi de grandes mudanças e emoções. Difícil mas estimulante, acabaram-se umas coisas e começaram-se outras.

Se calhar quem mudou mais até fui eu. Temos tendência a atribuir as alterações da nossa vida a estímulos exteriores, mas a verdade é que nós também mudamos a forma de olhar e valorizar os acontecimentos, as pessoas, a importância e prioridade dos primeiros, os valores e princípios das segundas.

As mudanças fazem-se após momentos de crise e revolução interior. Em nós, em termos orgânicos e comportamentais, tal como nas sociedades que construimos e conservamos.

Talvez o país vá mudar, pois está já em crise há demasiado tempo. Quem sabe se 2008 não será o ano da verdadeira, radical, estimulante e esperançada mudança?


(escultura de Ron Whitacre: balance)

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