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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Avaliações

Não percebo muito bem qual o objectivo do governo ao propor, no estatuto da carreira docente, que os pais possam avaliar o desempenho dos professores, contando essa avaliação para uma possível progressão na carreira.

Obviamente aplaudo que a progressão na carreira seja feita se houver uma avaliação positiva do trabalho de um professor, e concordo com concursos e com provas, sejam elas de que tipo forem, para aceder a um grau superior, com a consequente alteração de funções, responsabilidades e, bem entendido, melhor remuneração.

Considero a participação dos encarregados de educação na vida educativa positiva, desejável ou mesmo indispensável. Mas avaliar os professores? Em que vertentes? Se é simpático ou antipático, se dá boas ou más notas, se tem muito ou pouco sucesso?

A avaliação dos professores, como a avaliação de qualquer técnico, deve ser feita pelos seus pares, com rigorosos critérios científicos, de competência técnica e, neste caso, pedagógicos.

Não conheço em pormenor a proposta do governo, mas torço o nariz a esta medida que pode ser politicamente muito correcta, mas cujos resultados serão, muito provavelmente, desastrosos.

Para variar, estou de acordo com a posição dos sindicatos, relativamente a esta matéria específica.

E se fosse dada aos professores a possibilidade de avaliarem os encarregados de educação?