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Dos recursos humanos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 18.10.20

"Não conseguindo descortinar o propalado reforço de recursos humanos médicos, o SIM está a dar orientações aos médicos seus associados para apresentarem o seu protesto e declaração de exclusão de responsabilidade", dirigida "aos seus superiores hierárquicos diretos".

Em 02 de setembro, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou a publicação dos concursos para a contratação de 950 novos médicos para o Serviço Nacional de Saúde (911 da área hospitalar e 39 da saúde pública).

Gostava muito de saber quantos dos médicos que estão a concorrer a estes concursos, atrasados, não estão de facto a trabalhar já no SNS, ou seja, no local da vaga para onde vão concorrer. É que suspeito que em cerca de 99% dos casos é a formalização - importante e imprescindível, sem dúvida - de uma situação que não teve interrupções entre o fim do Internato Médico e a tomada de posse como Especialista.

Mas este tipo de informações nunca são prestadas.

Também gostaria muito de saber aonde os Bastonários - o presente e os passados - e os Sindicatos sugerem que se vá recrutar médicos - requisição civil aos privados?

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publicado às 21:20

Controlo da epidemia e aplicações

por Sofia Loureiro dos Santos, em 16.10.20

Através deste artigo da Susana Peralta, cheguei a este estudo do The Lancet Digital Health:

LANCET.jpg

A informação e a CIÊNCIA são as melhores armas na defesa de todo o tipo de ameaças aos cidadãos.

 

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publicado às 12:02

Há que reagir

por Sofia Loureiro dos Santos, em 15.10.20

Declaração De Great Barrington

"Como epidemiologistas de doenças infecciosas e cientistas da saúde pública, temos sérias preocupações sobre os impactos prejudiciais para a saúde física e mental das políticas prevalecentes da COVID-19, e recomendamos uma abordagem a que chamamos Protecção Focalizada.

Viemos tanto da esquerda como da direita, e de todo o mundo, e temos dedicado as nossas carreiras à protecção das pessoas. As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.

Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.

Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.

À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.

Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.

A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.

Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."

Dr. Martin Kulldorff, Dr. Sunetra Gupta, Dr. Jay Bhattacharya

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publicado às 08:45

Discordo frontalmente...

por Sofia Loureiro dos Santos, em 14.10.20

... da obrigatoriedade do uso da aplicação StayAway COVID, da obrigatoriedade do uso de máscaras na via pública, e da hipótese de um novo confinamento.

É óbvio que estamos no meio de um aumento do número de casos positivos para SARS-Cov-2, o que não é o mesmo de um aumento de casos de COVID-19. É claro que teremos todos que reforçar a nossa responsabilidade pessoal de prevenção e cuidado, com distanciamento social, higienização das mãos, etiqueta respiratória, para reduzir ao máximo o número de contágios.

Mas não podemos continuar a condenar a sociedade a uma crise sanitária gravíssima no que diz respeito a todas as outras patologias não COVID-19, à continuação de uma crise económica gravíssima de cujas consequências ainda não nos apercebemos bem, a um desmantelamento das redes sociais e familiares que são a essência da vivência dos seres humanos.

Não é possível manter as comunidades transidas de medo, procurando afincadamente notícias de alarme. A letalidade da COVID-19 está a descer (hoje é de 2,32), mesmo com o aumento dos casos positivos; o período de quarentena pode ser reduzido de 14 para 10 dias (caso os sintomas não existam ou sejam ligeiros); embora esteja a aumentar, e são precisos planos de contingência, o número de internamentos (principalmente em UCI) mantém-se controlado.

Espero que o Parlamento tenha calma e bom senso. É tudo o que se pede. Calma e bom senso.

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publicado às 16:09

Sustento

por Sofia Loureiro dos Santos, em 13.10.20

STUART-CARVALHAIs fado.jpg

Stuart Carvalhais

 

Nem no fado me detenho

Se a tua mão se insinua

A ternura do desenho

Que na pele se habitua

 

Nem com fado me sustenho

Se a tua mão acentua

O murmúrio que retenho

No deserto que recua

 

      Basta já pouco de nós

      Já pouco de nós sobrou

      No fado de estarmos sós

      Que a sós de pouco chegou

 

Nem do fado me contenho

Se a tua mão perpetua

No sorriso que mantenho

Se a carícia continua

 

      Basta já pouco de nós

      Já pouco de nós sobrou

      No fado de estarmos sós

      Que a sós de pouco chegou

 

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publicado às 22:47

Quino

por Sofia Loureiro dos Santos, em 30.09.20

quino.jpg

Quino

 

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publicado às 23:18

Fuga aos impostos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.09.20

trump taxes.JPG

The New York Times

Será que os americanos dão mais importância à fuga aos impostos que a todas as outras misérias de Trump?

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publicado às 11:59

Neurótica, eu?

por Sofia Loureiro dos Santos, em 28.09.20

crazy woman (2).jpg

 

Neurótica, eu?

Nem pensar. Estou calma e serena, aliás como sempre.

É claro que toda esta situação é desafiante, mas estamos à altura dos acontecimentos.

Tenho mantido uma distância confortável dos telejornais, comentadores e programas de (des)informação, tal a vontade de usar todos os métodos de tortura conhecidos e desconhecidos em todos os que me aparecem pela frente, perorando sobre vírus, medidas de saúde pública, estatísticas de infecções e óbitos.

Também me tenho poupado a tudo o que nos mostre como esta experiência nos melhora e enriquece, principalmente no vocabulário vernáculo e na criatividade com que se procuram projécteis à mão de semear.

Estou portanto a evoluir no sentido positivo de alguém que vê fantásticas oportunidades no obscurantismo e na histeria das redes sociais, na ignorância e demissão dos nossos jornalistas, na mediatização da insanidade.

Neurótica, eu?

Nem pensar!

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publicado às 11:16

Presidenciais 2021 - Ana Gomes

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.09.20

ana_gomes.jpg

 

Muito me separa de muitas posições e opiniões de Ana Gomes. Mas aplaudo a sua candidatura presidencial.

Nunca acreditei na candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Depois não acreditei na sua vitória. Depois espantei-me com a sua capacidade de serenar, apaziguar e descrispar a nossa sociedade e da forma como prestigiou o cargo presidencial após a desgraça fúnebre do Excelentíssimo Aziúme.

Mas Marcelo Rebelo de Sousa tem tido ultimamente intervenções, das demasiadas que ao longo do mandato se multiplicaram, em que se esquece (verdadeiramente ou estrategicamente) que não é para comentador nem para professor que o cargo de Presidente da República existe.

É indispensável que haja debate político. Ana Gomes é muito bem vinda.

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publicado às 17:57

Just Breathe

por Sofia Loureiro dos Santos, em 26.09.20

 

Yes I understand
That every life must end
As we sit alone
I know someday we must go

Oh, I'm a lucky man
To count on both hands
The ones I love
Some folks just have one
Yeah, others they got none

Stay with me
Let's just breathe

Practiced on our sins
Never gonna let me win
Under everything
Just another human being

Yeah, I don't want to hurt
There's so much in this world
To make me bleed

Stay with me
You're all I see

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean

I wonder everyday
As I look upon your face
Everything you gave
And nothing you would take
Nothing you would take
Everything you gave

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
What if I did and I'm a fool you see
No one knows this more than me
'Cause I come clean

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'til I die
Meet you on the other side

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publicado às 17:05


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