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Quinta-feira da Ascensão

por Sofia Loureiro dos Santos, em 13.05.21

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publicado às 18:27

Dias de mães

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.05.21

morangueiro.jpg

Doces, nem sempre as mães são doces.

Porque a amargura da vida lhes tira o açúcar, porque o balanço do ácido se desequilibrou, porque se esqueceram de juntar canela, porque a luz do sol ainda não amadureceu.

Mas sempre o procuram e doseiam para os filhos, uma pitada de mel, um pedacinho de aniz, um cheirinho a baunilha.

Longas horas passam a mexer, a apurar, a filtrar, a decorar. Tudo para que a felicidade lhes seja eterna, macia, saborosa. Mesmo que os dedos já estejam nodosos, mesmo que os olhos adivinhem mais do que veem, mesmo que o murmurar das discussões infantis apenas ecoem na sua memória.

Compota de morango

  • 2 quilos de morangos
  • 1 quilo de açúcar amarelo
  • Raspa e sumo de 2 limas
  • 4 paus de canela

Tiram-se os pés aos morangos, lavam-se com água corrente e partem-se aos bocadinhos para uma panela grande. Junta-se 1 quilo de açúcar amarelo, a raspa (primeiro) e o sumo (depois) de 2 limas e 4 paus de canela. Mistura-se tudo muito bem e deixa-se a marinar durante umas 2 horas.

Leva-se ao lume e deixa-se ferver até começar a engrossar. Depois tritura-se com a varinha mágica e torna ao lume até fazer ponto de estrada.

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publicado às 21:19

Afagos

por Sofia Loureiro dos Santos, em 02.05.21

mother-and-child-pablo-picasso.jpg

Pablo Picasso

 

Nestes tempos sem abraços

vigio os teus passos

vagarosos incertos

tento alinhar desacertos.

Nestes tempos amargos

respiramos afagos

aguardamos que se soltem

e voltem.

 

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publicado às 16:56

Avenida

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.21

cartaz-vieira-1-site.jpg

Maria Helena Vieira da Silva

 

Vou florir na avenida

De cravos brancos ao peito

Que o encarnado da vida

Trago de vestido inteiro

 

Vou cantar na avenida

Os sonhos da liberdade

Que a canção da minha vida

Vai gritando a realidade

 

Vou correr pela avenida

Atrás da felicidade

Que esta profunda corrida

Nunca passa da metade

 

Vou marchar na avenida

Com bandeiras sem idade

Que não me dou por vencida

Na manhã da eternidade

 

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publicado às 11:09

Manhã da madrugada inaugural

por Sofia Loureiro dos Santos, em 25.04.21

cravos vermelhos.jpg

 

Manhã da madrugada inaugural
De um tempo claro liso branco
De uma nova e luminosa vida
Ainda que dorida
Ainda que sofrida
Bem vinda
Liberdade.

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publicado às 09:59

Cantigas do Maio

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.04.21

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publicado às 17:38

Quatro quadras soltas

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.04.21

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publicado às 17:31

Liberdade

por Sofia Loureiro dos Santos, em 24.04.21

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publicado às 17:14

Epigrama

... lá dizia Bocage

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.04.21

bocage.jpg

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publicado às 18:27

Traições

por Sofia Loureiro dos Santos, em 11.04.21

socrates.jpg

Só agora começou

 

Atraiçoada é exactamente o sentimento que define o que, durante algum tempo, senti em relação a José Sócrates.

Fui eleitora de Sócrates para Primeiro-ministro nas duas eleições em que ganhou, primeiro em maioria absoluta e depois em relativa. Defendi as políticas de saúde e de educação dos seus governos, as opções estratégicas pelas energias renováveis, a aposta na literacia digital e nas tecnologias de informação. Ainda hoje defendo tudo isto.

Indignei-me com as manipulações políticas, as falsas acusações, as fugas de informação, a inacreditável forma como foi preso em directo. Tudo o que escrevi sobre o assunto, mantenho.

No entanto foram as suas palavras, as suas justificações, as suas alegações e as suas mentiras que me deixaram boquiaberta, que me deixaram indignada de novo, mas com a minha própria ingenuidade. Como me foi possível, a mim e a tantos outros, sermos tão redondamente enganados pela sua personalidade? É claro que fiz e faço um julgamento moral da sua pessoa, do seu carácter, e da sua falta de vergonha para afirmar que foi afirmando.

E por isso, se calhar como tantos outros, me senti atraiçoada naquilo que, para mim, era uma questão de honra, de probidade de quem nos governa. Não é preciso santidade nem virtudes robóticas e enganosas. Nunca confiaria em alguém sem mácula nem vício, porque as pessoas são uma mescla de tudo e tudo é necessário para se ser inteiro. Mas afirmar que se sente atraiçoado pelo partido parece-me uma tal forma de alheamento da realidade, de desconhecimento da sua própria pessoa, para não dizer de desfaçatez e falta de vergonha, que me custa a entender.

Não é fácil admitir perante nós próprios as nossas fraquezas e defeitos, as nossas ingenuidades e faltas de sagacidade. Mas não é possível fingir que as somas em dinheiro vivo trocadas entre Sócrates e o motorista, as justificações sempre diferentes da proveniência do dinheiro, primeiro da mãe, depois do amigo, o facto de guardar obras de arte em casa dos empregados, enfim, tantos e tão profusos disparates debitados ao longo destes anos que a ninguém convencem.

A Justiça tem o seu papel e ninguém deve ser condenado em praça pública. O que se passou e passa no caso do ex-Primeiro-ministro é um susto para qualquer cidadão. Mas não podemos fechar os olhos e os ouvidos ao que o próprio nos ofereceu e oferece. E não é bonito. Não são estas as características que desejo para alguém que nos represente e governe.

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publicado às 16:21


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