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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Totalmente "out" quando queria estar "in"

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Henrique Gabriel

 

Isto de gozar as férias ao ritmo do que nos apetece, lento ou frenético, decidindo na hora o que se veraneia, não é tão fácil como parece.

 

Decididos a visitar o Museu Gulbenkian, que comemora os seus 60 anos de existência, levantamos a âncora de casa na terça-feira, muito bem-dispostos com a perspectiva de dar uma volta pelas livrarias que estão ao pé, principalmente a Pó dos Livros e a Livraria Europa-América, na Av. Marquês de Tomar.

 

Carro bem estacionado do parque da Av. De Berna, de mão dada até à entrada principal da Fundação, estranhamente esvaziada para um dia de Julho com inúmeros turistas deambulando pela Capital. Percebemos rapidamente porquê: a Gulbenkian fecha precisamente às terças-feiras.

 

Não faz mal, podemos ir lá depois. Avançamos para a Pó dos Livros, da qual ambos gostamos muito. Só que, após subir e descer a Av. Marquês de Tomar, olhando para a esquerda e para a direita, não vislumbramos a livraria. Será que faleceu? O que vale é que o smartphone tudo resolve, maravilha das tecnologias de informação. E não, não faleceu nem está em fase agónica. Descobrimos que se tinha deslocalizado para a Av. Duque de Ávila, há mais de 1 ano, e que continua um espaço muito agradável, com boa exposição e boa variedade de livros.

 

No entretanto, enquanto a procurávamos, entrámos na Livraria Europa-América que tem um Espaço Arte com uma exposição de pintura e escultura, de que destaco as obras de Henrique Gabriel e de Moisés Preto Paulo, muitíssimo interessantes.

 

Enfim, é hora de almoçar - que tal uma esplanada à beira rio? Se bem o pensámos, melhor o fizemos. A Piazza di Mare, ao pé do Museu da Electricidade, era uma escolha que combinava a esplanada, o rio e as saladas. Repetimos o estacionamento do carro, desta vez ao pé do Café In, e fomos a pé, gozando o sol e o azul do Tejo, até à Piazza di Mare. Só que, para além de umas obras, não demos com o dito restaurante. Será que nos enganámos e que era mais ao pé de Algés? Depois de algum tempo tornámos ao smartphone para nos darmos conta de que as ditas obras eram os antigos Piazza di Mare e BBC.

 

Ficámo-nos pelo Café In, concluindo que estávamos completamente out.

 

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Moisés Preto Paulo