Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Bolo de chocolate com laranja

 

 

Esta época do ano, cá em casa, é ocupada por inúmeras festas. Desde o Natal, passando por aniversários e pelo fim de ano, é um continuum de ocasiões para celebrar, com fim no dia de Reis.

 

A experiência, hoje, ficou-se por um bolo de chocolate com laranja.

  1. Parti 1 tablete de chocolate (200g) preto, de culinária (mínimo de 50% de cacau), para dentro de um copo de alumínio, juntamente com 1 copo de leite (usei um copo de água) e 150g de margarina, e deitei-lhe fogo, bem baixinho, para nada se queimar.
  2. Logo a seguir raspei a casca de 2 laranjas, grandes, e espremi-lhes o sumo.
  3. Bati, numa grande tigela, 6 gemas com 250g de açúcar, bem batidas. Fui depois incorporando, alternadamente, a mistela derretida de chocolate com 300g de farinha e 1 colher de chá de fermento em pó.
  4. A seguir foi a vez do sumo e da raspa das laranjas.
  5. Depois de tudo bem batido e misturado, transformei as claras em castelo bem firme e, com uma colher, envolvi-as no preparado do bolo.
  6. Untei a forma com margarina, polvilhei com farinha e deitei a massa do bolo lá para dentro.
  7. Deixei cozer em lume médio durante 45 minutos, no forno que, logo de início, tinha acendido para aquecer.

É claro que ficou ex-tra-or-di-ná-rio-o. A ideia de o besuntar com chantilly era maravilhosa, mas devia ter esperado que o bolo arrefecesse totalmente. Assim ficou tristemente derretido e não lhe fazia falta nenhuma.

 

Experiência coroada de êxito. A repetir (sem o chantilly).

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:56
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 13 de Novembro de 2011
Para mais tarde experimentar

 

 

 

Neste dia escuro e deprimente é terrível estar em dieta. Só me apetece fazer comida, calórica, quente, doce, aconchegante.

 

Tenho em casa várias iguarias e não sei como as conjugar. Mas imaginação nunca me faltou. Além disso, com a quantidade de programas culinários a que tenho assistido ultimamente, onde se misturam os ingredientes mais estranhos, estou muito mais aventureira e perigosa. Para variar vou descrever uma receita que ainda não experimentei. Se alguém quiser arriscar…

 

Tenho uns lombinhos de porco que vou assar, acompanhado de castanhas e puré de peras (maçãs não tenho, mas peras). Sendo assim, temperam-se os lombinhos de porco com sal, pimenta, dentes de alho esmagados, um pouco de colorau, folhas de louro e vinho branco, deixando-se umas horas a marinar. Depois levam-se ao forno para assar, com azeite.

 

Enquanto os lombinhos assam, cozemos as castanhas com um pouco de sal, assim como as peras, em tachos diferentes. Quando estiverem cozidas esmagam-se (a varinha mágica deve bastar), misturam-se os purés com um pouco de manteiga e leva-se a mistura ao lume para secar um pouco. Rectifica-se o tempero (se calhar juntar um pouco de noz-moscada, como se estivéssemos a fazer puré de batata) e serve-se com os lombinhos.

 

Para aproveitar os abacates andei a investigar receitas de guacamole. Vou liquidificar 2 abacates, juntamente com 2 tomates, sem pele nem sementes, uma cebolinha, um dente de alho, pimento vermelho e sumo de limão. Calculo que também precise de sal e pimenta. Deve ficar uma excelente entrada, com pão torrado.

 

Bom, mas hoje é dia de esparguete à bolonhesa.

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:20
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 24 de Abril de 2011
Cabrito Pascal

 

(fotos da internet)

 

A melhor das receitas é mesmo a que é improvisada… e sai bem.

 

O meio cabrito que hoje assámos ficou divinal, como é próprio de um almoço pascal. Foi comparado num hipermercado, não sei qual, já partido a preceito e bem embalado, ficou a marinar desde 5ª feira em várias ervas aromáticas – tomilho, rosmaninho, louro, vinho, sal e xarope do ácer. Bem acamado do tabuleiro do forno, em lume muito brando, demorou cerca de 1:30h a cozinhar. À parte cozeram batatas pequenas, com casca que, depois de peladas, mergulharam no molho do cabrito para tomar gosto. Acompanhado de esparregado e Chateauneuf du Pape, tinto, sacrificámos o cabrito resignada e gostosamente.

 

A outra experiência também não correu mal, mas precisa aperfeiçoamento.

 

É uma tarte. Como despachada matrona que sou, isto de fazer massas quebradas, areadas ou folhadas não é comigo. Há umas maravilhosas no Pingo-Doce que é só esticar nas formas e/ou tabuleiros e colocar a assar no forno. No entanto, quando as ditas massas quebradas quebram mesmo por ficarem esturricadas, negras, totalmente impróprias para consumo, a internet é um excelente auxílio para nos livrar de embaraços. E assim resolvi seguir as indicações de algumas almas caridosas, fazendo uma pasta de tarte com bolachas moídas (250g). A receita aponta para bolachas Maria mas como não as tinha em casa, usei uns borrachões que me tinham dado, bem moídos no copo misturador. Depois juntei 150g de margarina derretida (no microondas), 2 colheres de chá de açúcar e sumo de meia laranja. Tudo muito bem homogeneizado, espalhado na forma de tarte, no frigorífico durante 2 horas.

 

Para o recheio usei uma receita de doce que me ensinaram há muito pouco tempo e que é rapidíssima e facílima de fazer: mistura-se 1 lata de leite condensado com 1 pacote de natas e sumo de 3 limões. Já está. Coloquei o recheio na forma já forrada com a pasta de bolacha e frigorífico com ela. Antes de servir coloquei em cima doce de morango que fiz há uns dias.

 

Ficou maravilhosa, com o ligeiro problema do recheio ser um pouco líquido de mais. Por isso ainda precisa de algum trabalho de remodelação.

 

Enfim, um belo repasto de Domingo de Páscoa.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 15:31
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 5 de Março de 2011
Ouvir

 

 

 

Gosta mais de ouvir do que de falar. Gosta mais de pequenas reuniões do que de grandes manifestações, sejam elas de júbilo, reivindicativas ou sociais. Nisso é uma mulher convencional e muito conservadora. Ouve muitas histórias, algumas repetidamente outras novas e imaginativas. As vidas à sua volta sempre ricas, sempre diferentes e mais interessantes que a sua.

 

À volta da mesa cozinham-se afectos e rezas, em lume brando depuram-se dores e risos, mexem-se vagarosamente meladas e sensuais ânsias, agarram-se teimas e suores. Mais precisas que num laboratório, as medidas usadas, de tão qualitativas, correspondem aos mais altos níveis de qualidade e sensibilidade.

 

Daquela vez foi em finas rodelas de laranja, bem descascada, dispostas às camadas alternando com açúcar, pequenos e escassos fragmentos de gengibre fresco, paus de canela e jeropiga a cobrir. Completando com água sem afogar a mistela, o fogo lento e a colher envolvendo ritmadamente durante horas, até quase se acabar a conversa, o chá e os longos e paralelos silêncios que correm subterrâneos por dentro de cada alma.

 

 

Compota de laranja com gengibre e jeropiga

 

4 Kg de laranja descascada (em rodelas fininhas)

vidrado da casca de 2 laranjas/Kg (em bocadinhos muito pequenos)

3 Kg de açúcar

gengibre fresco (em bocadinhos muito pequenos)

0,5l de jeropiga

8 paus de canela

água (que baste para cobrir tudo o resto)

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:18
link do post | comentar | partilhar

Sábado, 11 de Dezembro de 2010
Época natalícia 2010

 

Este Natal veste-se de tangerina. Elegante, calorosa, vitaminada, amiga do ambiente, transforma a crise numa nuvem de sorrisos e gestos largos, Natal aberto, louro, doce e vivo.

 

Receita de licor de tangerina, a preceito e mais sensível a encontro de amigos, mais bem feito a 4 ou 6 mãos, quanto mais bem regada de conversa melhor. As provas múltiplas e repetidas são essenciais.

  • Aguardente vínica bem forte
  • Casca de tangerina, apenas a parte laranja, cortada fininha e posta na aguardente bastante tempo (2 meses chegam, mas se for mais, tanto melhor)
  • Passador largo, por onde se escorre a aguardente alaranjada e se espremem as cascas maceradas das tangerinas
  • Por cada litro de aguardente, 0,750 l de xarope (0,750 l de água com 750 g de açúcar, a ferver durante 15 minutos)
  • Juntar a aguardente ao xarope
  • Levar ao lume e deixar levantar fervura
  • Filtrar a mistura (uso a máquina de filtro do café)
  • Primeira prova
  • Esperar pacientemente que se filtre todo o licor
  • Em cada mudança do filtro (sempre que escorra apenas umas gotas de licor), outra prova
  • Engarrafar - mais uma prova
  • Deixar arrefecer e rolhar
  • Última prova
  • Rotular as garrafas

 

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 22:58
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Doce de pêra com jeropiga

 

 

Pois o doce da temporada demorou a materializar-se na minha cabeça. Não gosto muito de cozinhar nem o faço muitas vezes. Cá em casa até preferem que o não faça, embora sejam de uma injustiça de bradar aos céus.

 

No fundo, criticam-me a elevada criatividade quando preferem coisas mais amenas, ortodoxas, iguais a sempre. Por isso dou largas à minha imaginação na altura de confeccionar as prendas natalícias.

 

Pois este ano, depois de uma tarde a lutar com uma abóbora enorme mas bastante oca, cheguei à conclusão que precisava de aumentar o número de frascos de doce. Pensei em pêras rocha, que já me serviram para um Natal de compota com noz e gengibre, uma especialidade.

 

No entretanto apareceram-me em casa alguns litros de jeropiga, de várias e boas proveniências. Pareceu-me que, se havia um doce maravilhoso que dava pelo nome de pêras bêbedas, em que se cozem as ditas em vinho tinto, açúcar e canela, porque não haveria eu de fazer uma compota usando a jeropiga?

 

Num dos últimos sábados lá fui eu em demanda de 6 quilos de pêras rocha, limão miolo de noz e gengibre, que não havia. Paciência, desiste-se do gengibre.

 

Armada de uma balança de cozinha e muita paciência, descasquei aquelas pêras todas. O peso das cascas e das sementes é enorme, tendo ficado apenas com 3,6K de pêras aos bocadinhos. Espremi algumas laranjas que tinha e misturei o sumo (400ml) com 1L de jeropiga. Misturei com as pêras e resolvi deixá-las cozer durante 5 minutos na jeropiga com sumo de laranja e 5 paus de canela. Depois juntei 2,5K de açúcar (0,5K açúcar por 1K/1L de fruta/jeropiga, respectivamente - tive que misturar açúcar branco e amarelo porque não tinha branco que chegasse) e sumo de 4 limões (por causa da pectina que a pêra não tem).

 

A seguir esperei o mais pacientemente que pude pelo famigerado ponto de estrada. Ao fim da tarde lá consegui fazer a estrada e conduzi rapidamente a compota para os frascos.

 

Podem acreditar que está divinal. Os cabazes já estão compostinhos.
 

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:00
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 6 de Dezembro de 2009
Crise multicolor

 

Não é possível fugir. Estamos a chegar ao Natal, essa época de consumo desbragado e obrigatoriedade de bondade, sorriso e felicitações, mesmo que nos apeteça emigrar para os confins do universo.

 

Como há amarras demasiado fortes que impedem o isolamento total, debaixo de uma camada de cobertores e silêncio que elimine os sinos e as canções melodiosas, junto-me sempre com espírito de missão às festividades. Como dizia um outro sou uma escrava do dever. Mesmo assim ainda me divirto. Este ano vou reeditar o licor de laranja, experimentado nos idos de 2002, altura em que a crise tinha essa mesma cor.

 

Mas como a crise se mantém, para que possamos maldizer a nossa vida para todo o sempre, com essa cor ou com outra, e o licor de pétalas de rosa que já fiz ficou horroroso, lá terá que ser. Claro que estas iguarias necessitam de tempo. Já estão as cascas das ditas laranjas a tomar banho em aguardente há cerca de 1,5 meses. As cascas têm que ser cortadas às tiras fininhas e só se pode aproveitar a parte cor-de-laranja. A parte branca deve retirar-se sob a ameaça de ficarmos com um licor amarguíssimo.

 

A quantidade de cascas de laranja é mais ou menos a olho. Normalmente encho 1/3 do volume do frasco (de boca larga) e 2/3 com aguardente e vou mexendo de vez em quando. Quando o líquido já está bem da cor das cascas, passa-se à finalização.

 

Para cada litro de aguardente faz-se um xarope com água e açúcar (1l água/1kg açúcar). A quantidade de água e açúcar pode ser menor se pretendemos um licor mais forte (para cada litro de aguardente 7,5 dl de xarope).

 

Temos que filtrar a aguardente, temos que filtrar o xarope feito à parte (deixar a água ferver com o açúcar durante 10 a 15 minutos), misturar, filtrar de novo e engarrafar. Os filtros desafiam a nossa imaginação – podem usar-se guardanapos de linho ou filtros para café.

 

As garrafas são um prodígio de reciclagem moderna e ambiental. Lavam-se e escaldam-se, rolham-se (boa sorte para encontrar rolhas de cortiça, o que não está fácil, embora também se possam reciclar as das garrafas de vinho). Depois é só rotulá-las.


Eu costumo ir provando e provar várias vezes é um mecanismo excelente para aguentarmos as horas na cozinha a que esta função obriga.

 


 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 12:34
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
Rituais

Bem, lá terá que ser, lá vamos nós a passos de gigante para mais um Natal.

 

Uma das coisas certas do Natal é que é igual, ano após ano, porque de tradições certas e seguras se fazem estas festas.

 

E assim é certo que há grandes confusões, negócios e diplomacia, da pura e dura, antes da noite da Consoada para se saber a distribuição dos vários membros da família.

 

Depois desse ritual anual passamos ao ritual de compras dos ingredientes para a comezaina. Mais uma ocasião de grandes negócios e mais diplomacia para ver quem vai buscar as filhós que, obviamente, só são maravilhosas se forem feitas pela avó, mas como a avó já não as faz só aquelas confeccionadas num determinado sítio, a centenas de quilómetros de distância, é que são quase iguais.

 

E recomeça a função: a encomenda das couves, a compra e o demolhar do bacalhau, ao qual se acrescenta uma cara de bacalhau que faz as delícias de um sofisticado cá do burgo, os 3 ou 4 pastéis de bacalhau para outro escravo da tradição, o grão cozido com a cebola picada e a salsa por cima, as batatas, a sopa de couve e massinha fininha, a parafernália das rabanadas, com o ovo, o leite, a fritura, a canela e o açúcar, a indispensável aletria com a massa de cabelo enrolado a partir-se e a espalhar-se por todo o lado, os sonhos que a avó faz aos quais sempre falta a calda de açúcar, canela e casca de limão, os figos com nozes, os pinhões e as passas de uva.

 

Para além, claro, dos vinhos: do vinho fino e dos licores da temporada. Este ano, após várias outras experiências, regressa o de café.
 

Para 1,5l de licor:

  • 1 chávena (de café) de café em pó
  • 9 decilitros de água
  • 250 gramas de açúcar
  • 5 decilitros de aguardente
  • 1 pau de canela
  • 20 dias de maceração (para mais, nunca para menos)

Faz-se café à antiga portuguesa. Ou seja - uma chávena de café cheia de café em pó num púcaro com 4 decilitros de água ao lume; ferve e mexe-se com cuidado para não vazar, até o pó depositar.

 

À parte - xarope com 0,5l de água e 250g de açúcar, ao lume a ferver durante 10 minutos. Depois de arrefecer - tudo para dentro de um frasco de boca larga com 2 paus de canela e 0,5l de aguardente vínica bem forte; tapar muito bem e deixar a macerar.

 

Ao fim de, pelo menos, 20 dias, tem que coar-se tudo (ou nos filtros de café, se houver paciência equivalente à de uma dúzia de santos, ou em panos de linho); engarrafar, rotular e beber!

 

 

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:17
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Doce de abóbora

Ontem foi dia de descascar e cortar uma abóbora com um monte de quilos, o que se revelou mais difícil do que esperava. Primeiro porque o balcão é alto e eu sou pequena; segundo porque a faca era demasiado grande e nem por isso cortava grande coisa; terceiro porque este tipo de trabalhos são efectuados uma vez por ano e portanto há pouca prática.

 

Mas vontade (boa) há muita. Lá está o panelão cheio de pedaços de abóbora (que encolheram menos do que é habitual, espero que não signifique nada de pior), açúcar (750 gramas por quilo de abóbora, já descascada) e vários paus de canela (acho que 2 por quilo de abóbora). Desde ontem que está a macerar e hoje, após sumo de limão (2 por quilo de abóbora) lá vai tudo para o lume.

 

Espera-me uma tarde de doce de abóbora, de colheres de pau, de nozes para quebrar e partir em bocados grossos (penso que utilizarei o velho método da pancada, depois de envolver o miolo das nozes num pano limpo) e do tão difícil ponto de estrada, que permitirá que o doce fique no ponto certo.

 

Esse é o problema mais difícil. Por isso agora deixo o doce a arrefecer no próprio panelão e só enfrasco no dia seguinte. Se for preciso mais lume ou, pelo contrário, mais água, escuso de despejar de novo o doce dos frascos para o panelão.

 

Falta-me ainda imprimir do Publisher os rótulos do doce, para os colar aos frascos que, entretanto, fui coleccionando. Há de tudo, desde frascos de molhos até frascos de azeitonas, boiões de vidro de iogurte, etc.

 

Começaram os preparativos para o Natal. Esperam-me ainda vários frascos de infusão de café, aguardente, açúcar e canela que se irão transformar em licor, num dos próximos fins-de-semana.

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 12:56
link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Domingo, 2 de Março de 2008
Lar, doce lar (1)
Para variar, hoje vou dar uma de dona de casa, esposa e mãe, preparando carinhosamente o jantar.

Já experimentei a receita, generosamente partilhada por uma colega muitíssimo mais prendada do que eu, de que gostei muito. Para dizer com franqueza, não percebi se os ruídos de aprovação dos comensais foram sinceros, ou se pretendiam ser apenas encorajadores, com um ar de this is a nightmare!

Bom, vou arriscar-me outra vez, para tirar a prova dos nove. É daquelas receitas muitíssimo fáceis de fazer, porque por muito que esteja virada para a profissão doméstica, isto é sol de pouca dura.

Então: vai-se ao talho e pede-se entrecosto, um bom bocado porque tem muito osso, cortado grosseiramente em pedaços jeitosos. Depois colocam-se num tabuleiro de ir ao forno, temperam-se generosamente com sal e regam-se com uma mistura de uma boa quantidade de sumo de laranja com mel (cada laranja grande tem direito a uma colher de sobremesa bem fornecida de mel). Para 1500 g de carne, sumo de 3 laranjas grandes e 3 colheres de mel. Hoje vou experimentar polvilhar de salsa fresca, para ver o que dá. Depois põe-se a assar no forno, em forno médio e vai-se espreitando para ver se está pronto.

Pode acompanhar-se com tudo: arroz, batata cozida, batata frita, puré de batata, de castanha, de maçã, pão e saladas à discrição.

Eu gostei muito. Experimentem. Vamos ver a cara do pessoal cá de casa, hoje.


publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 16:21
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


(...) Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz/ mas isso era o passado e podia ser duro/ edificar sobre ele o portugal futuro [Ruy Belo]
Mais sobre mim
Pesquisar este blog
 
Maria Sofia Magalhães

À venda na Edita-Me, na WOOK e nas Livrarias Poetria, Poesia Incompleta, Barata, Sá da Costa, Letraria, Ler Devagar, da Faculdade de Letras e do Museu das Comunicações

À venda na DERIVA editores, WOOK e nas Livrarias Poetria e Poesia Incompleta

Editora Livraria Republicana
Posts recentes

Bolo de chocolate com lar...

Para mais tarde experimen...

Cabrito Pascal

Ouvir

Época natalícia 2010

Doce de pêra com jeropiga

Crise multicolor

Rituais

Doce de abóbora

Lar, doce lar (1)

Tiago Taron: 24ª madrugada

Ligações
Temas

11.11.11(1)

2010(1)

2011(5)

2012(2)

25 abril(6)

a regra do jogo(1)

ambiente(6)

amizade(1)

arte(1)

artesanato(1)

árvores de inverno(1)

as vozes dos outros(2)

autárquicas(5)

bailado(5)

bloco central(1)

bpp(1)

campanha eleitoral(23)

cantiga escárnio(1)

ciclo da pedra(22)

ciência(26)

cimeira copenhaga(1)

cinema(20)

cinema tv(1)

constituição(1)

corrupção(3)

crime(3)

crise(16)

cultura(7)

da poesia nua(8)

dança(2)

das notas que tomamos(8)

democracia(70)

desafio(4)

desporto(1)

devastação(4)

diário económico(25)

difamação(2)

direitos humanos(5)

diversos(408)

economia(159)

editorial(10)

educação(97)

eleições(124)

emigração(8)

escultura(1)

esquerda(2)

estado social(1)

euro(2)

europa(80)

forças armadas(2)

fotografia(3)

futebol(14)

governo(9)

greve(1)

história(1)

holocausto(4)

homenagem(3)

igualdade(27)

inanidades(24)

incêndios(1)

informação(159)

integração(1)

ivg(35)

justiça(84)

laicidade(2)

liberdade(160)

literatura(8)

livros(50)

madeira(10)

manifestações(5)

manual de sobrevivência(79)

música(339)

natal 2010(2)

natal 2011(8)

natureza(2)

parlamento(5)

pintura(19)

poesia(421)

poesia outra(168)

política(1091)

presidenciais(62)

presidente república(12)

ps(9)

quotidiano(211)

receita(12)

religião(51)

república(4)

revista-me(5)

saúde(183)

segurança(17)

séries tv(2)

sindicatos(3)

sns(2)

sociedade(462)

solidariedade(10)

teatro(18)

televisão(20)

terrorismo(32)

trabalho(55)

um dia como os outros(111)

todas as tags

Arquivos
MyFreeCopyright.com Registered & Protected
Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 2.5 Portugal.
Subscrever feeds