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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

Muitas emoções e muito trabalho. Assim me justifico pelo tempo arredada do blogue.

 

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As apresentações do livro no Porto e em Setúbal foram momentos que guardarei com orgulho e carinho. Orgulho por aqueles que me acompanharam, nomeadamente o Prof. Sobrinho Simões, o Manuel de Oliveira, a Maria Celeste Pereira, o Fernando Pinto do Amaral e o José Teófilo Duarte. Carinho pela simpatia com que nos acolheram, na Casa Allen e no Café da Casa (da Avenida), e por todos os que quiseram estar presentes. Muito obrigada a todos.

 

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Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017

 

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 Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017

 

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Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017

 

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 Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017

 

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

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Apresentação na 5ª feira, 14 de Dezembro/2017 – 19:00h

Casa Allen - Rua António Cardoso, n.º 175, 4150-081 Porto

com

Manuel Sobrinho Simões

Manuel de Oliveira

Maria Celeste Pereira

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Apresentação no Sábado, 16 de Dezembro/2017 – 17:00h

Caféda Casa / Casa da Avenida Galeria

Avenida Luísa Todi, 286-296 Setúbal

com

Fernando Pinto do Amaral

Paulo Curto

José Teófilo Duarte

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Prosas Bíblicas - Livro 3

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(…) Uma lição que transforma o amor nessa misteriosa espécie de “cola” ou de “barro” capaz de ligar os pedaços sempre dispersos das nossas vidas tão fragmentadas, procurando unir na mesma substância indivisível o corpo e a alma ou, se preferirem, o humano e o divino: “Da cola do amor remendamos os cacos das vidas / Do barro do amor colamos as peças removidas / De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas / Do canto do amor lambemos as crostas das feridas // Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis / Amparados pelo amor que sem saber semearemos / Em cada canto do amor assim nos confiaremos / No tumulto do amor morreremos indivisíveis”

O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas

 

16.

Da cola do amor remendamos os cacos das vidas

Do barro do amor colamos as peças removidas

De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas

Do canto do amor lambemos as crostas das feridas

 

Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis

Amparados pelo amor que sem saber semearemos

Em cada canto do amor assim nos confiaremos

No tumulto do amor morreremos indivisíveis

 

Livro 3 (pág. 78)

Prosas Bíblicas - Livro 3

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(…) mas o que daqui ressalta é, acima de tudo, a consciência muito clara de que, por mais belas que sejam tais palavras, por mais harmoniosa que seja a sua música, por mais que o “todo” seja “eloquente”, há sempre uma dimensão que elas não atingem. Como se diz no último poema: “Que o amor não se ouve nem se canta / Apenas se sente”. (…)

O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas

 

20.

A todos os que me querem e me ouvem

Assim farás de ovo e serpente

Que o amor não se ouve nem se canta

Apenas se sente

 

A todos os que serão sem que o sejam

À espera da luz que não se acende

Assim abrirás o manto da vida

Para todo o sempre

 

Livro 3 (pág. 82)

Prosas Bíblicas - Livro 3

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(…) A matéria-prima desse infinito labor continuam a ser as palavras – “Com palavras amareis um pouco ou totalmente / Pelas palavras o nada será o todo eloquente” – , (…)

O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas

 

9.

Escavareis a terra com as mãos da solidão

Cantareis a alma com a voz da paixão

Usareis o alento do corpo sem salvação

Expiareis com a vida o peso da ambição

 

Pelas palavras semeareis o fruto e a semente

Nas palavras sofrereis a pomba ou a serpente

Com palavras amareis um pouco ou totalmente

Pelas palavras o nada será o todo eloquente

 

Livro 3 (pág. 71)

Prosas Bíblicas - Livro 2

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(…) Digamos que na segunda parte ecoa uma atitude mais pessoal, talvez mais próxima dos pequenos dramas de cada um de nós, mais interrogativa perante as escolhas a que, melhor ou pior, a vida sempre nos obriga: “E agora que faço comigo matéria informe que se criou / e por céus e terras em paixões secretas alastrou / de ti desabrigada por ti desmanchada em ti / teimosamente escondida?” (…)

O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas

 

8.

Nasceram-me braços e pernas cresceram-me bocas e línguas

fundiram-se sangue e saliva cozeram-se peles e dias.

E agora que faço comigo matéria informe que se criou

e por céus e terras em paixões secretas alastrou

de ti desabrigada por ti desmanchada em ti

teimosamente escondida?

 

Livro 2 (pág. 56)