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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Preciso me encontrar

Cartola

 

 Zeca Pagodinho & Marisa Monte

 

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar

Se alguém por mim perguntar

Diga que eu só vou voltar

Depois que me encontrar

 

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer

Quero viver

 

Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

(Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar)

 

Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar

 

(Deixe-me ir preciso andar

Vou por aí a procurar

Sorrir pra não chorar)

Concerto De' Cavalieri & Ana Quintans

concerto de cavalieri.jpg

CCB - 1 de Abril de 2017 

 

Lindíssimo concerto o de ontem, no CCB. Tomaso Albinoni e Antonio Vivaldi, com a orquestra Concerto De' Cavalieri e a excelente e belíssima Ana Quintans. Trechos de óperas de Albinoni, a maioria delas desaparecidas, recuperadas por Marcello Di Lisa, em conjunto com obras de Vivaldi, compuseram uma noite memorável.

 

A música (ou a arte, como um todo) é a forma da divindade que o Homem cria na sua mais terrena humanidade.

Balada de Outono

 Zeca Afonso

 

Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra 

 

 

Águas passadas do rio
Meu sonho vazio
Não vão acordar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Os mestres do fado

os mestres.JPG

 

Confesso que fui um pouco apreensiva assistir a este espectáculo. O meu gosto pelo fado passa mais pela rotura que Alain Oulman, com Amália Rodrigues, dando significado e expressão às palavras e aos poemas para além da beleza da música e dos trinados da guitarra e da voz que a acompanha, que se apodera de quem ouve num sentimento de doce e melancólica tristeza, dispensando a compreensão racional. Por outro lado tinha muita curiosidade em relação ao fado tradicional de Lisboa e às casas onde ele se canta, a solo ou à desgarrada.

 

O grande auditório estava repleto. A minha primeira surpresa surgiu ao ouvir as vozes poderosas e potentes de fadistas com mais de 70 anos. De repente, aqueles anciãos e anciãs, de fatos completos e xailes com lantejoulas, em penteados mais ou menos armados, em cima de uns saltos mais ou menos absurdos, com mais ou menos facilidade de locomoção, adquiriram uma presença e uma dignidade difíceis de descrever.

 

O dedilhar da guitarra soberbamente tocada, com o respectivo acompanhamento da viola e do baixo, aos quais se juntou um quarteto de violinos, elevando-se com o arranque das vozes moduladas, penetraram no corpo e na alma num enlevo que muito se assemelha ao que acontece com as mornas ou com o flamenco. Percebo bem o fascínio que o fado exerce, sendo um êxito em países cuja compreensão da língua é nula mas que comungam na apreciação da música e da voz, da guitarra e da quase magia que se instala, como uma névoa de um ópio invisível.

 

Obrigada a estes Mestres - António Rocha, Artur Batalha, Filipe Duarte, Nuno Aguiar, Maria Amélia Proença, Maria Armanda, Maria da Nazaré e Cidália Moreira. Foi uma noite verdadeiramente surpreendente.

 

Concerto de Ano Novo 2017

Gioachino Rossini: Abertura da Ópera Guilherme Tell

 

 Johann Strauss II: Valsa Rosas do Sul, Op. 388

 

 Johann Strauss II: Polca rápida Sangue Ligeiro, Op. 319

 

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Janusz BieleckiParáfrases

 

 Johann Strauss II: Valsa Vozes da Primavera, Op. 410

 

 Mikhail Glinka: Abertura da ópera Ruslan e Ludmilla

 

Johann Strauss II: Nova Polca Pizzicato, Op. 449

 

Johann Strauss II: Valsa Imperador, Op. 437

 

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Janusz Bielecki: Metamorfoses

 

 Johann Strauss II: Polca rápida Sob trovões e relâmpagos, Op. 324

 

  Johann Strauss II: Valsa Danúbio azul, Op. 314

 

 Johann Strauss I: Marcha Radetzky Op. 228

 

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Maestro Sebastian Perłowski

 

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Metropolitana

 

A hard rain's a-gonna fall

Patti Smith

Prémios Nobel 20016

 

 Bob Dylan (1964)

 

 

Oh, where have you been, my blue-eyed son

And where have you been, my darling young one

I've stumbled on the side of twelve misty mountains

I've walked and I've crawled on six crooked highways

I've stepped in the middle of seven sad forests

I've been out in front of a dozen dead oceans

I've been ten thousand miles in the mouth of a graveyard

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, and it's a hard

It's a hard rain's a-gonna fall

 

Oh, what did you see, my blue-eyed son

And what did you see, my darling young one

I saw a newborn baby with wild wolves all around it

I saw a highway of diamonds with nobody on it

I saw a black branch with blood that kept drippin'

I saw a room full of men with their hammers a-bleedin'

I saw a white ladder all covered with water

I saw ten thousand talkers whose tongues were all broken

I saw guns and sharp swords in the hands of young children

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard

It's a hard rain's a-gonna fall

 

And what did you hear, my blue-eyed son?

And what did you hear, my darling young one?

I heard the sound of a thunder that roared out a warnin'

Heard the roar of a wave that could drown the whole world

Heard one hundred drummers whose hands were a-blazin'

Heard ten thousand whisperin' and nobody listenin'

Heard one person starve, I heard many people laughin'

Heard the song of a poet who died in the gutter

Heard the sound of a clown who cried in the alley

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard

It's a hard rain's a-gonna fall

 

Oh, what did you meet, my blue-eyed son?

Who did you meet, my darling young one?

I met a young child beside a dead pony

I met a white man who walked a black dog

I met a young woman whose body was burning

I met a young girl, she gave me a rainbow

I met one man who was wounded in love

I met another man who was wounded with hatred

And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard

It's a hard rain's a-gonna fall

 

And what'll you do now, my blue-eyed son?

And what'll you do now, my darling young one?

I'm a-goin' back out 'fore the rain starts a-fallin'

I'll walk to the depths of the deepest black forest

Where the people are many and their hands are all empty

Where the pellets of poison are flooding their waters

Where the home in the valley meets the damp dirty prison

And the executioner's face is always well hidden

Where hunger is ugly, where souls are forgotten

Where black is the color, where none is the number

And I'll tell it and think it and speak it and breathe it

And reflect it from the mountain so all souls can see it

Then I'll stand on the ocean until I start sinkin'

But I'll know my song well before I start singin'

And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard

It's a hard rain's a-gonna fall