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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Outros olhares

Até 15 de Março, na Oficina da Cultura, em Almada, está patente uma exposição colectiva de fotografia, integrada na Quinzena da Juventude.

São três artistas, três temas, três que se nos oferecem.

César Reis, em 2 Anos de Fotografia, mostra-nos fragmentos e instantes, captados de rostos, árvores, espaços quotidianos que constroem a vida, a preto e branco. São lindíssimas, simples, nítidas, limpas. São fotografias de esperança e optimismo.

Hugo Madeira, em Agnosia, parte de um conceito médico (a incapacidade de reconhecer ou identificar objectos, mantendo intactas as funções sensoriais) e de um projecto de reconhecimento e de preservação da memória, nas prisões da Trafaria e do Aljube. As fotografias são em tons cinzentos, castanhos, tijolos, e documentam a carga de angústia, a paragem artificial do tempo, a contagem dos dias, a crueza das paredes nuas e deterioradas, com alguns espaços claros, réstias de luz.

Carla Sofia Violante, em Na Luz de Pessoa, tenta interpretar a personalidade de Fernando Pessoa, através do poema Não sei quantas almas tenho, e do heterónimo Bernardo Soares, mostrando aquilo que queremos ser e aquilo que, na realidade, somos.

Vale a pena passar por lá.

(fotografia de Hugo Madeira)