Domingo, 12 de Junho de 2011
Reafirmação da esquerda - Escola Pública

 

 

 

A reafirmação e a defesa de uma sociedade humanista e solidária, em que a igualdade de oportunidades é um dos valores fundamentais. Para assegurar que todos os cidadãos tenham as mesmas oportunidades, independentemente da cor, da religião, do género da capacidade económica, a Escola Pública é um dos deveres do Estado. 

  • A Escola exigente e rigorosa, sem nichos culturais minoritários com metas diferentes das que se exigem à maioria, currículos idênticos no essencial, variáveis consoante a localidade e a quem se destinam.
  • A aposta na língua portuguesa como factor essencial de comunicação e afirmação da cidadania deverá ser o cimento agregador das várias culturas que se entrecruzam, sem esquecer as variantes da lusofonia, mas sem que elas subvertam a exigência de um saber uniforme que impeça o racismo e a xenofobia.
  • O conhecimento deve estar alicerçado na formação de professores, na sua avaliação de desempenho, na sua dignificação profissional. Uma escola que integre e discipline, uma escola que dê condições físicas, de espaço, de ambiente, de conforto, que providencie o gosto pelo saber, pelo trabalho, pela pesquisa.
  • Requalificação dos espaços, bibliotecas, inovação tecnológica com capacidade para permanente consulta e pesquisa na internet, computadores para todos, cantinas, equipamentos desportivos, concentração de esforços das autarquias para que os mais isolados e os mais desfavorecidos não sejam penalizados.
  • Exames nacionais dos alunos, nos vários patamares de ensino, colocando-os a todos em igualdade de circunstâncias, para que os acessos aos níveis seguintes não sejam ditados por assimetrias de território ou de capacidade económica.
A defesa da Escola Pública deve sacudir definitivamente o facilitismo, a indisciplina, a desautorização dos professores, deve centrar-se na qualidade do que ensina e do que exige a todos os actores do sistema educativo.
 


publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:55
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011
Reafirmação da esquerda

 

 

As eleições legislativas de 5 de Junho fecharam um ciclo político. Se quer ser o representante da esquerda moderna e democrática e protagonizar uma alternativa de poder, o PS tem que, forçosamente, olhar para si próprio, para o país, para a Europa e para o resto do mundo de uma forma crítica, reanalisando os seus valores, as suas bandeiras, os seus objectivos.

 

Para além da mudança de líder, é absolutamente necessária uma afirmação ideológica do único partido de esquerda, em Portugal, com uma verdadeira cultura democrática. Estas eleições também mostraram que o BE ruiu e que vai voltar à ínfima expressão de um grupo extremista, populista, demagógico, de protesto constante e inconsistente. O PCP mantém-se no reduto das lutas sindicais conservadoras e corporativistas, num anacronismo de frases feitas, iguais em todas as legislaturas desde a eleição do I governo constitucional, após o 25 de Abril.

 

O PS, que sempre se afirmou como um partido do centro-esquerda, tem que renovar e explicitar o que significa ser do centro-esquerda na sociedade de hoje. Na era da globalização, da precariedade e escassez de emprego, de envelhecimento e migrações populacionais, de carência energética, de desertificação do espaço interior e sobrepopulação das grandes cidades, do ressurgir de sentimentos nacionalistas, racistas e xenófobos, tudo é preciso reequacionar e encontrar novas ideias, novas soluções, novas ambições e novas causas.

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 22:36
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