Sábado, 5 de Novembro de 2011
Seis anos

 

De 5 de Novembro de 2005, a torcer por Manuel Alegre, a 5 de Novembro de 2011, a torcer por... nós todos. Não sei se me apetece tanto como há 6 anos. Mas ainda me apetece escrever neste blogue, por vezes descabelado, por vezes morno, cada vez com menos certezas. A todos os que vão aparecendo, obrigada. Vou continuando.

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 15:13
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Sábado, 6 de Novembro de 2010
Ontem...

... fez 5 anos que comecei este blogue. Já o blogue mudou de visual umas quantas vezes, eu outras tantas, mas muito menos radicalmente.

 

Mas a essência mantém-se e o Quadrado precisa de ser defendido, ainda e sempre contra os invasores, de dentro ou de fora, por mar, terra ou ar ou outras mais secretas vias de dominação, como o medo.

 

Aqui estou por mais, quem sabe, outros cinco?


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 01:03
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
E já lá vão 4 anos

 

A reserva impede-me de nomear o autor desta prenda de aniversário pelo quarto ano que o Defender o Quadrado faz hoje.

 

Mas que é uma bela homenagem, tenho que concordar que sim.

 

Para todos os que por aqui vão passando, obrigada. Quanto ao Kermit (antes Rechoncha), continuaremos a comparar notas.

 

A Miss Piggy (antes Bonemine), continuará a atacar.

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:04
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Convívio virtual

(pintura de Rachel Baum: Crimson)

 

Ao longo dos últimos 3 anos, de uma forma mais ou menos regular, vou escrevendo o que me vai na alma.

 

Muitas vezes disparatei, outras tantas me enganei, mas sempre tentei discutir o que me toca, partilhar o que gosto.

 

Vou trocando afinidades, algumas alfinetadas, com pessoas sem rosto mas com a espessura do que sentem. A nossa nova sociedade incorpórea de palavras, sons e imagens.

 

Não me revejo já nalguns textos inflamados que produzi, nalgumas opiniões que expressei. Mas isso é que me dá a certeza de que não parei.

 

Assim me preparo para mais um ano.


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:40
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
O caminho
Há dois anos encontrei este caminho. E vou caminhando.

Tantas coisas se passaram. Comigo e com o país, como se o país fizesse parte de mim tanto como eu dele.

Vou continuar a caminhada, com todos os que me acompanham, de perto ou de longe, com passada larga ou titubeante, silenciosos ou faladores.

- O melhor é ir em frente, pensei. Ainda que ninguém possa dizer ao certo o que é a frente e o detrás. Mas talvez a frente fosse por ali. -

Ou por aqui.



(Excertos de O Caminho, de O Quadrado {e outros contos}Manuel Alegre; pintura de Adele Eagleson: Chosen Pathway)

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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 22:00
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Domingo, 2 de Setembro de 2007
Milésimo
Este é o milésimo texto que escrevo neste blogue. Com maior ou menor regularidade, com maior ou menor inflamação, com maior ou menor reflexão, mas sempre com um gozo enorme, vou usando este espaço como uma forma de participar no mundo.

Tenho lido muitos outros blogues, muitas outras paixões, às vezes intimistas, às vezes azedas, muitas vezes divertidas, que vão enriquecendo e maturando as minhas próprias ideias.

É muitíssimo interessante fazer parte desta comunidade, que se alimenta a que serve de alimento a outros tipos de meios de informação, sendo neste momento uma extraordinária fonte de informação e de actividade da sociedade civil. É também extraordinária a capacidade de agressividade insultuosa de quem se esconde atrás de um anonimato e da possibilidade, que pensa democrática, de espalhar maledicência e fel.

A todos os que me visitam, lêem e comentam agradeço, pois é gratificante perceber se o que dizemos ou pensamos é, pelo menos, perceptível, mesmo que de orientação totalmente diferente. E assim vou continuar.


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 11:41
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Domingo, 11 de Março de 2007
Identidade
Este blogue não aguenta esquizofrenias nem duplas personalidades. Uma coisa é a roupagem, outra é a realidade nuclear, a essência.

Não tenho o perfil, nem o porte, nem a beleza da imagem que tinha substituído a Liberdade, que parece olhar o mundo do alto da sua nobre missão.

Esta é a Liberdade que me retrata: minúscula e desafiadora, muitas vezes inconsequente, mas sempre com causas!

Também podia dizer, como Manuel Triste: a mim ninguém me cala!


(Quino: Libertad)

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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 11:49
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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006
Compromisso

Todos os dias nos comprometemos com alguém porque, de alguma forma, por motivos frívolos ou fundamentais, por instantes ou para sempre, a nossa presença, o resultado de algum acto simples de viver, pode ser imprescindível na vida de outro.

Somos grãos de poeira dispersa, conjuntos de moléculas que se juntam segundo as leis do acaso. É pelo choque dos átomos que nos compõem, que vamos fazendo a nossa história e a de quem nos rodeia.

Já decorreu mais de um ano desde que iniciei este blogue. Muitas coisas se passaram no país, no mundo, na minha vida. Conheci pessoas novas, reencontrei algumas que não via há muitos e muitos anos, apercebi-me da volubilidade das emoções e das opiniões, da globalização da sinceridade e do disparate.

Agradeço a todos os blogonautas que por aqui têm passado.

E repito: Também eu, à minha maneira, quero defender o meu quadrado, o nosso quadrado.


(Pintura de Domenick Naccarato: Three Squares Floating Above Orange)

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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 12:43
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006
Declaração de voto
Defendo o quadrado. Podia ser o rectângulo ou o círculo, uma qualquer figura geométrica que pudesse desenhar a alma, a nossa alma, lusitana, ibérica ou global, a alma de quem vive na procura da felicidade.

Uma felicidade feita de momentos, de fragmentos de luz, dos sons de algumas frases épicas, ou das palavras murmuradas de quem nos ama. Uma felicidade conquistada todos os dias, um a um, mas com a certeza de que haverá sempre um amanhã, mesmo que já não seja nosso.

Defenderei sempre estes quadrados, em grandes ou pequenos formatos, infinito conjunto como infinitas são as almas.

(pintura de Brittany Branch)

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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 11:38
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Sábado, 5 de Novembro de 2005
Manuel Alegre
Ontem Manuel Alegre apresentou o seu contrato presidencial. Ao contrário do que aconteceu com Mário Soares e Cavaco Silva, não houve posteriores debates de comentadores e analistas políticos.

Por um lado, ainda bem. Assim, são os eleitores que, por si só, avaliam o candidato, sem precisarem que outros lhes expliquem e lhes ensinem o que devem pensar.

Manuel Alegre fez-me sentir orgulhosa de ser portuguesa e de esquerda. Assumiu a sua condição de político, que se candidata a um lugar político. Assumiu a sua condição de poeta e de sonhador. Demonstrou que a ideologia e o afecto podem galvanizar as pessoas, dando-lhes um sentir comum, um objectivo nobre a atingir.

A esquerda ama a pátria e fala no colectivo. É solidária, crítica e exigente, luta pela igualdade de oportunidades.

Votarei em Manuel Alegre, no dia 22 de Janeiro. Espero votar em Manuel Alegre em Fevereiro.

Também eu, à minha maneira, quero defender o meu quadrado, o nosso quadrado.


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 12:15
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(...) Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz/ mas isso era o passado e podia ser duro/ edificar sobre ele o portugal futuro [Ruy Belo]
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