A vitória de Isaltino Morais em Oeiras significa que os habitantes do Concelho de Oeiras acham que não se deve olhar a meios para atingir os fins.

Como não posso falar de boas notícias em Oeiras, falo das óptimas notícias que são as derrotas de Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres e Narciso Miranda.
Posso também falar das excelentes notícias que são a vitória de António Costa, em Lisboa, e a derrota de Santana Lopes, também em Lisboa.
Depois há a vitória do PS, a nível nacional que, até agora (faltam 926 freguesias por apurar), ganhou mais mandatos nas Câmaras, nas Assembleias Municipais e nas Assembleias de Freguesia.
Ainda bem.
Não quero acrescentar mais nada a este excelente post, que reproduzo integralmente.
Estas eleições parece que não existem, de tal maneira estão entaladas entre as legislativas e a formação do governo.No entanto são tão importantes como as primeiras.
Em Oeiras assumem, na minha perspectiva, uma importância que transcende o acto eleitoral e o executivo autárquico que dele resultará. É um teste à aceitação cultural, por parte dos habitantes de Oeiras, dos valores de justiça e de honradez.
Custa-me a perceber como é que uma pessoa condenada a 7 anos de cadeia por corrupção tenha a audácia de se candidatar a Presidente da Câmara. Mas é-me totalmente incompreensível a sua iminente eleição, a confirmarem-se os resultados das últimas sondagens.
A vitória do candidato Isaltino Morais é a vitória daqueles que, se pudessem, cometeriam abusos no exercício de cargos públicos, embora todos os dias vociferem contra os políticos, que apelidam de grandes corruptos.
Leio em vários sítios esta sondagem em relação às eleições autárquicas de Oeiras e envergonho-me:
Quando todos se queixam de que os políticos são uns corruptos é bom que pensem muitas vezes. Pelo menos em Oeiras a população gosta de votar num indivíduo que foi condenado por um colectivo de Juízes a 7 anos de prisão.
Significa que quem vota nele só não faz igual porque não pode.

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