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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Dos guardiães da moral pública

As polémicas à volta do novo cargo de Lacerda Machado na TAP por ser amigo do Primeiro-ministro, e do contrato de Inês César para a Câmara de Lisboa, por ser sobrinha de Carlos César, fazem-me sempre pensar nalgumas questões.

 

Será que os amigos e familiares dos agentes políticos não podem exercer actividades profissionais na Administração Pública, ou em qualquer actividade a ela ligada? O problema não deveria estar nos laços de amizade, nos conhecimentos ou nas genealogias das pessoas, mas nas capacidades e competências que têm para as funções que exercem e na correcção dos processos de recrutamento.

 

Por outro lado, seria muito interessante procurar os amigos, conhecidos e familiares daqueles que, de imediato, declamam a sua indignação partindo do pressuposto de que houve corrupção e favorecimento de amigos/ familiares na base destas contratações. Seria certamente curioso saber a forma como essas honestas e rectas criaturas teriam chegado às funções de opinantes, aos seus empregos escrutinadores da moral pública. Será que o foram apenas e só pelos seus méritos, sejam eles quais forem?

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