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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Quadras de Natal (2)

 

 

 

 

Pelo vento deste norte

entra a chuva de permeio

pelo teto da má sorte

já perdemos o sorteio.

 

Nem taluda de Natal

aquece o fim de Janeiro

nem festa de Carnaval

alumia o ano inteiro.

 

Vaticinam Entidades

em voz alta ou burburinho

tormentosas tempestades

a barrar-nos o caminho.

 

Respiramos nevoeiros

lendas velhas com bolor

sem armas nem cavaleiros

que nos respeitem a dor.

 

Faremos do astro rei

terra água fogo e ar

pelo povo e pela grei

havemos nós de clamar.

 

De Jesus não precisamos

parcos de fé e tão poucos

ao Menino nós amamos

mesmo que cegos e loucos.

 

Somos nós filhos de Deus

a pedir felicidade

possa ele fazer seus

nossos sonhos sem idade.

 

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