Domingo, 27 de Dezembro de 2009
Encolher de ombros

 


Amy Casey: rigging

 

Se nos deslocarmos no espaço e no tempo podemos observar os mesmos jogos políticos, com protagonistas que mudam de lugar e de discurso consoante lhes está acessível o poder ou o anti-poder.

 

Não mudaram as vozes, as gravatas, a seriedade em frente às câmaras televisivas, as actuações medíocres ou fantásticas, os gritos, os sorrisos, os dentes de lobo e o ronronar dos gatos.

 

Por isso todos nós queremos Barak Obama como Presidente e Primeiro-ministro do mundo. Pelo menos há uma sugestão de novidade, de convicção, de realização de anseios e esperanças.

 

Perante a omnipresença dos discursos da crise, da ingovernabilidade, da coligação negativa, da oposição esvaziada e ocupada pelo Presidente da República, pelos despropositados ataques políticos à Presidência com a bênção de um chefe de governo que parece ter optado pela previsibilidade do confronto institucional, já ninguém liga qualquer importância aos diversos casos criados.

 

Lá vamos vivendo a vida, uns cada vez melhor, muitos cada vez pior, desligados dos apóstolos das desgraças e dos eternos sofredores que elegemos para nos governarem. A banalização da desgraça leva à descrença total em quem a anuncia assim como a banalização das queixas as reduz a um colectivo e gigantesco encolher de ombros.

 

(Também aqui)

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 12:54
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1 comentário:
De jrd a 28 de Dezembro de 2009 às 14:08
É o velho e estafado "mais do mesmo". Lamentável mas inevitável.
Não há 'Obama' que nos salve...


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(...) Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz/ mas isso era o passado e podia ser duro/ edificar sobre ele o portugal futuro [Ruy Belo]
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