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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Protestos educativos

 

Fenprof promete protesto no início do ano lectivo – não me espanta. A FENPROF não fez outra coisa desde 2005, quando se começou a falar das aulas de substituição, senão protestar.

 

Se há área em que o governo mexeu, e bem, foi na área da educação. Este governo tentou reformar o sistema público de educação desde que tomou posse. Para isso centrou a actuação na reestruturação da carreira docente dignificando-a e organizando-a em dois graus, dando aos mais experientes a possibilidade de terem funções mais específicas e diferenciadas, entre as quais a avaliação de desempenho dos colegas mais inexperientes.

 

Este princípio parece-me de tal forma óbvio que tenho dificuldade em perceber como é possível questioná-lo. No entanto a FENPROF, com todas as suas forças, combateu e combate o estatuto da carreira docente, porque acha que não deve haver vários graus na carreira; combateu e combate com todas as suas forças a avaliação do desempenho porque, na verdade, o reconhecimento do mérito não lhe interessa.

 

Mesmo que se modifique a estrutura da carreira, alterando o concurso de acesso a professor titular ou aumentando os graus da carreira, só o facto de se ter conseguido implementar este princípio é uma reforma estrutural importantíssima. Mesmo que o modelo de avaliação do desempenho seja modificado, simplificado ou complexificado, só o facto de se ter conseguido que se pensasse e fizesse uma avaliação de desempenho, é fundador de uma nova atitude e de uma nova exigência no serviço público de educação.

 

O ministério da educação e o governo foram acusados de autismo, autoritarismo e incompetência. Pois eu penso que a persistência, a coragem e a determinação nestas matérias foram uma marca de qualidade. Haverá que corrigir e melhorar muitas coisas, mas sempre com o sentido numa escola pública de qualidade, que é um dever do estado e o único meio de garantir igualdade de oportunidades a todos os cidadãos.

 

Nota: também aqui.
 

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