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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Estratos

 

 

Amy Casey: Cloud 

 

1.

Empilhei as gavetas da minha existência secreta e muda

laboriosamente resguardada das feridas que continuamente

reabro numa sondagem incessante de rectas perigosamente

curvadas entre as costas dobradas curiosamente revoltas

novelos de ideias obsessivamente inúteis.

 

 

2.

Estratos basais e banais

flores do acaso

sem mais.

 

 

3.

Nada como o intenso azul que mergulha entre as árvores

o imenso marulhar do silêncio entre as mãos

que descansam na tua pele.

 

 

4.

Ainda não aprendemos as palavras despidas

a aridez dos ossos que despontam nos areais das cidades

ainda não crescemos em distância

armados de braços desiguais

usando a cobardia do conforto

por entre a movediça capacidade de moldagem

e flacidez.


Arruaças mascaradas de manifestações

 

 

A contestação política não se pode confundir com arruaças e actuações de peseudoterrorismo. Os gangues são perigosos, por muito que se mascarem de cidadãos que protestam.

 

Não se pode aceitar que num país democrático os ministros, ou seja quem for, sejam acuados mal saiam à rua. Isto não tem nada a ver com manifestações, espontâneas ou planeadas. Este tipo de actividades foram toleradas, se não incentivadas, pelos partidos que estão no governo, quando eram oposição. Neste momento talvez percebam que os arruaceiros de hoje eram os arruaceiros de ontem. E as declarações de Álvaro Santos Pereira são quase patéticas, ao tentar desculpabilizar o caso para não ser acusado de ditador e anti-democrata. Os anti-democratas são os que o assaltaram.

 

Três fadas

 

 

Três fadas estão à porta

Com três botas de ganso

Três olhos piscam na noite

Entre três fados que cantam

 

São três os pios do mocho

Três as meninas que dormem

Amortalhadas de chamas

Com três lenços de cambraia

 

Três fadas tocam o sino

Com três badalos de céu

Brilham três fios de espadas

Fazem três luas de sangue

 

Três malgas cheias de terra

Benzem três crias de corvo

Três cacos de barro quente

Cozem três dedos de luz

Contos de Fadas

  

Esopo (séc. VII - IV ac)

 

 

Coleção Fábulas Esopo (grego)

Babrius (séc. I)

 

 

Fables choisies, mises en vers par M. de La Fontaine

La Fontaine (1668)

 

 

Histoires ou contes du temps passé, avec des moralités

Perrault (1697)

 

 

Kinder- und Hausmärchen

Grimm (1812)


 

 

Eventyr, fortalte for Børn

Hans Christian Andersen (1837)

Boys & Girls

 

Alabama Shakes 

 

Oh why can't we be
Best friends anymore?
They say a friend
Ain't to be
Between a girl and a boy
I don't know who said it
Or why it got to be so wrong

Oh why don't you call
Don't you care anymore
It's not fair
Don't let 'em get you
It took us both and now I got to fix you
Well I don't know how to fix you
You say it's just the way it's got to be, but how so?

Why
Is an awful lot of question
And I can't give me no answer
I keep wondering on

Oh why can't you see
That I'm not trying to be
No kind of bother
I'm just trying to say what was left between you and me
And where we left it before they took it
And you know they took it all
And took off

Oh why did I let them drive a wedge between
Well I watched it, and I didn't say nothing
And now I'm crying when I sleep
Now I'm sayin', I'm prayin', to that sweet melody in my soul

Why
Is an awful lot of question
And I can't give me no answer
I keep wondering on

I wanna know, who said it
Well who said that, oh Lord´

Sapo sapinho sapão

 

 

Sapo sapinho sapão

cinco dedos numa mão

cinco cordas de guitarra

sofrimento dedilhado

alegria de cigarra

treme voz de luso fado.

 

Sapo sapinho sapão

corre povo que te faltam

certos genes de formiga

foge povo que te assaltam

com faca solta na liga

já te medem o caixão.

 

Sapo sapinho sapão

para o ano torce mais

a cintura da pobreza

pendurada a certeza

dos açoites e dos ais

do inútil alçapão.

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