Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Pelo caminho

Há pequenos nadas que decidem o dia, pensamentos mais ou menos alegres, fundas decisões, nostalgias e saudades.

 

A propósito de uma interpretação saltitante do Barco Negro, lembrei-me dessa canção soberbamente interpretada por Lara Li, a que tive o privilégio de assistir, já há muitos anos. Apenas acompanhada bela sua belíssima voz, com o ritmo marcado pelos dedos tamborilando no microfone, ouvi arrepiada e deliciada uma lindíssima canção de amor e luto.

 

Há algum tempo vi-a na televisão a ser entrevistada, penso que num daqueles programas da RTP memória, pouco antes ou pouco depois da homenagem a Simone de Oliveira, em que cantou alguns dos êxitos corporizados pela Simone. Foi um luxo, podermos usufruir da sua interpretação.

 

 

Flores

 

Ebon Heath: visual poetry

 

Vou criando flores que só a mim mostram cor e textura

vou criando flores que apenas os meus sentidos perfumam.

Se não forem os meus olhos que as flores observam

se não forem os meus dedos que as flores tocam

desfazem fragmentos de vazio pétalas de fascínio

pela ausência da entrega.

Vou criando formas que só a mim iludem e prendem

numa translúcida nuvem de ternura.

 

Da permanente loucura

 

 

Não são só deuses que estão loucos, mas os homens, que não aprendem nada com a História. As exigências que a Alemanha faz agora à Grécia, serão as mesmas que se fará a Portugal, não tarda.

 

Tudo muda, é verdade, os regimes não são eternos. Ouvimos dizer que a democracia se constrói diariamente, mas não interiorizamos esse conceito. A construção pressupõe esforço e permanência.

 

Esta é uma Europa que eu não conheço, é um espaço político a que não quero pertencer, um espaço económico que não me respeita. Todos os limites que, diariamente, colocamos mais adiante, mais para cima, mais para longe, são repetidamente ultrapassados. Já não são bem limites, porque os valores em que assentavam foram destruídos.

 

Holofotes

 

De pescoço descoberto, a mostrar a cicatriz da operação à tiróide, a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, regressou nesta sexta-feira à Casa Rosada (...)

 

Estamos viciados na transformação da vida em gigantes revistas Caras. Não há nada que permaneça privado. Nem sequer as cicatrizes das operações cirúrgicas escapam aos comentários e às obrigações de transparência de quem tem que sofrer os holofotes da falta de assunto.

 

Fazer política

 

O tédio imenso de títulos repetitivos, alarmados e alarmantes, sem que se discuta qualquer coisa de essencial.

 

O Presidente da República deveria receber a remuneração correspondente ao cargo para o qual foi eleito - de Presidente da República. Não concorda com o salário? Então não deveria ter concorrido. O mesmo se aplica à Presidente da Assembleia da República, só para citar dois exemplos.

 

O ordenado do Presidente da Republica é, como o da Presidente da Assembleia da República, para continuar a citar os mesmos exemplos, vergonhosamente diminuto. Ambos são os mais altos representantes do Estado, deveriam ter remunerações condicentes com a responsabilidade e com o significado dos cargos.

 

Não me importo que reduzam feriados nacionais. Não me parece imprescindível, mas também não vejo que seja um erro crasso. O que penso ser inacreditável é o fato de se reduzirem feriados católicos e civis. A que propósito é que há feriados católicos? E porque não muçulmanos ou adventistas, budistas ou hindus? Os feriados nacionais de um estado laico deveriam ser apenas os que se relacionam com acontecimentos que tenham significado para o país por motivos históricos, científicos, humanitários, culturais. Os dias santos, fosse para que religião fosse, deveriam ser santos apenas para quem professa essa religião. Por outras palavras, quem quisesse comemorar a Assunção da Virgem tirava um dia de férias. É claro que há dias que já se tornaram património de todos e que fazem parte da cultura ocidental. Mas são poucos, mesmo muito poucos - só me lembro do dia de Natal e do domingo de Páscoa. Acabar com feriados em compita com a Igreja é mais uma cedência à total separação entre o Estado e a Igreja.

 

Gostava muito de ver os partidos a discutirem o prestígio das funções públicas dos representantes eleitos, a oporem-se ferozmente ao controlo da informação por fações políticas ou por grandes interesses económicos, a defenderem o Estado livre de pressões e preconceitos religiosos e morais. Gostava que os partidos políticos fizessem política.

 

Um dia como os outros (109)

(...) Agora, seguindo a doutrina de Fernando Lima —  Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar.  —, a administração da RDP acabou com um programa de opinião onde participavam António Granado, Gonçalo Cadilhe, Pedro Rosa Mendes, Raquel Freire e Rita Matos. O motivo próximo terá sido uma intervenção de Pedro Rosa Mendes sobre o recente Prós & Contras dedicado a (e emitido a partir de) Angola. Isto é uma vergonha. Mas, aparentemente, preocupa pouca gente.

Se a administração da RDP foi pressionada por Miguel Relvas, como se diz à boca grande nos sítios do costume, os deputados do PS, do PCP e do BE estão à espera de quê para pedir explicações? Se não foi, e apenas quis lamber o ministro da tutela, Miguel Relvas está à espera de quê para substituir a administração da RDP?

Nos media, redes sociais incluídas, a indignação leva a reboque o nome de Pedro Rosa Mendes. É um perigoso enviesamento, pois leva a concluir que ninguém daria um ui se os autores do programa fossem profissionais sem créditos reconhecidos no Meio.

 

Eduardo Pitta

 

Solidariedade, precisa-se

 

 

Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas é nestas alturas que temos que ser solidários com aqueles que mais precisam. Ao comprares esta t-shirt estás a ajudar o nosso presidente a pagar todas as suas despesas. Por cada t-shirt vendida o Cão Azul dá 1 eur para ajudar o nosso presidente*

*Se por algum motivo não conseguirmos o NIB do presidente aceitamos as vossas sugestões para doarmos o dinheiro das t-shirts que vendermos.

 

Cão Azul T-Shirts

 

Pág. 1/5