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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

This masquerade

Cybill Shepherd & Stan Getz

 

Are we really happy with
This lonely game we play
Looking for the right words to say
Searching but not finding
Understanding anyway
We’re lost in this masquerade

Both afraid to say we’re just too far away
From being close together from the start
We tried to talk it over
But the words got in the way
We’re lost inside this lonely game we play

Throughts of leaving disappear
Each time I see your eyes
And no matter how hard I try
To understand the reason
Why we carry on this way
And we’re lost in this masquerade

We tried to talk it over
But the words got in the way
We’re lost inside this lonely game we play

 

Barbárie

 

Apedrejar alguém até morrer é uma barbaridade. Deveria sê-lo para toda a humanidade, independentemente da religião, do status sócio-económico, de razões culturais, de cor da pele, de orientações sexuais, de escolhas políticas ou outras.

 

É claro que a opinião pública só é importante nos países em que essa opinião pública se pode informar e manifestar, em que há liberdade de expressão, em que há respeito pelos direitos humanos e pelos valores democráticos. Não é esse o caso do Irão, como não é o caso de Cuba, da China ou da Venezuela.

 

A esses países não chegam as notícias das manifestações, dos protestos, dos movimentos de solidariedade. Essas sociedades não comungam dos mesmos valores das sociedades ocidentais.

 

Mas não é por isso que a lapidação deixa de ser uma barbaridade para a qual todos os que a sintam como tal protestem, se manifestem e escrevam textos condenatórios. Apenas porque, na nossa sociedade ocidental, temos o poder de dizer o que não queremos e não precisamos de justificações para a solidariedade.

 

A Princesa de Gelo

 

Ler pela noite fora, pela madrugada, pela manhã. Devorar o livro, reter a pulsão de ir espreitar ao fim para descobrir a solução.

 

Um excelente livro policial, de uma autora sueca, com uma história das profundezas das terras pequenas, nas profundezas da alma humana, bem construída, com personagens credíveis, que prende da primeira à última página.

 

Aguardemos a tradução dos outros livros de Camilla Läckberg, pois A Princesa de Gelo já é de 2003.

 

Manifesto do SNS

 

Portugal adoptou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como modelo de organização dos cuidados de saúde. Cobre toda a população residente, mesmo os emigrantes e estrangeiros, garante a prestação da totalidade de cuidados e nada cobra dos doentes quando estes o procuram, a não ser taxas moderadoras relativamente pequenas das quais a maioria da população está isenta. Cumpre-se o que prescreve a Constituição: o SNS é universal, geral e tendencialmente gratuito. No final dos anos setenta fomos capazes de adoptar uma solução de plena modernidade, com provas dadas no Reino Unido e Países Nórdicos. Depois de nós, italianos, espanhóis e gregos adoptaram o modelo SNS com variantes locais. No ano corrente, no final de uma longa batalha política, os EUA adoptaram um sistema universal baseado nos modelos europeus do SNS.


O nosso SNS detém um admirável registo de ganhos em saúde, em especial na área materno-infantil, com os melhores valores internacionais. O SNS é considerado uma das mais bem sucedidas conquistas da Democracia, demonstra bons níveis de satisfação para utilizadores e profissionais, garantiu o acesso universal aos cuidados de saúde, promoveu desenvolvimento, contribuiu para a economia, criou milhares de postos de trabalho com elevada qualificação e prestigiou o País nas comparações internacionais. Se outro tivesse sido o modelo adoptado em 1976, o País estaria hoje porventura menos saudável, gastando mais e sendo, certamente, mais desigual. As recentes celebrações dos trinta anos do SNS geraram elogios e manifestações de apreço em todos os quadrantes da cena política portuguesa.


O SNS é um bastião da qualidade. É a ele que se recorre nos casos mais difíceis. Existe liberdade de recurso ao sector privado, em áreas de diagnóstico e terapêutica e em outras complementares, todas, em geral de menor complexidade. O sector privado foi sempre livre de se estabelecer no internamento e nas consultas, de forma separada e sem dependência financeira do Estado. É este o entendimento constitucional da complementaridade e não o de uma suposta concorrência que o privado vem reivindicando e que se faria sempre às custas do sector público.


O SNS carece de modernização constante, tanto nas tecnologias, como na organização, como ainda na cobertura dos novos riscos. Mudanças demográficas, epidemiológicas, culturais e sociais determinam problemas de saúde que não nos preocupavam décadas atrás, como a prevalência de doentes idosos e dependentes, a sinistralidade, as tóxico-dependências, as novas infecções virais e bacterianas e as novas doenças degenerativas. A todos estes desafios tem respondido o SNS de modo eficaz, mais rápido e menos dispendioso que nos sistemas da Europa Central, de tipo convencionado. E sendo bem gerido, permitiu reformar os cuidados de saúde primários e criar unidades de saúde familiar (USF), cuidados continuados a idosos e a cidadãos com dependência (UCI), cuidados de saúde oral (através do cheque dentista), prevenção do tabagismo, rápida e eficaz assistência na emergência médica, procriação medicamente assistida, prevenção do aborto clandestino, entre muitas outras acções.


Recentes intenções de revisão constitucional propõem o abandono dos princípios da universalidade, pelo alargamento do papel do sector privado de complementar a alternativo, financiado pelo Estado, o que resultaria em cuidados a duas velocidades. E o abandono da tendencial gratuitidade, com a mudança do sistema para pagamento universal no ponto de contacto do doente com o sistema. Em vez do reconhecimento automático da gratuitidade, teríamos o sistema universal de pagamento no acto, com excepções, segundo o nível de pobreza individual. Voltaríamos ao inquérito assistencial da caridade do antigo regime, estigmatizante e gerador de compadrio e fraude.


Estas propostas são inaceitáveis. Os abaixo assinados, oriundos de diversas tendências e famílias políticas, têm dedicado boa parte da sua vida a servir os Portugueses no SNS, prestando cuidados, organizando-os e aperfeiçoando o modelo. Defendem a continuação do SNS na sua matriz universal e o seu aperfeiçoamento constante. O actual contexto político e social exige posições claras. No nosso entender o Serviço Nacional de Saúde é um Direito de Todos e um Dever do Estado Moderno e Democrático.


SIGNATÁRIOS DO MANIFESTO DO SNS:


Adalberto Campos Fernandes, Albino Aroso, Ana Jorge, António Arnaut, António Correia de Campos, António Ferreira, António Rendas, Carlos Arroz, Constantino Sakellarides, Eduardo Barroso, Fernando Regateiro, Francisco Ramos, Jorge Almeida Simões, Manuel Pizarro, Manuel Sobrinho Simões, Maria Antónia Almeida Santos, Maria Augusta Sousa, Maria de Belém , Maria do Céu Machado, Mário Jorge, Orlando Monteiro, Pereira Miguel.

 

Eu subscrevo este manifesto.

 

(Via Saúde SA)

 

Just your fool

 

Cyndi Lauper

 

 

I'm just your fool, can't help myself
I love you baby, and no one else
I ain't crazy, you are my baby
I'm just your fool

I'm just your fool, I must confess
To still love you baby, and take your mess
I ain't lyin', no use a jivin'
I'm just your fool

You must be tryin' to drive me crazy
Treat me the way you do
I ax you please have mercy baby
Let me be happy too

If you gonna leave me, for someone new
Gonna buy me a shotgun, shoot it at you
I ain't lyin', no use a jivin'
I'm just your fool

I'm just your fool, can't help myself
I love you baby, and no one else
I ain't crazy, you are my baby
I'm just your fool

 

Setembro

Jérôme Dern: Septembre

 

Agosto está a terminar, branco, quente, vazio, frustrante, avassalador.

 

Sem causas nem coisas, arrasto-me em estado de negação pelos dias, controlando os gestos, mais vagarosos e pensados, mais precisos e estudados. A noite está à minha espera, as horas desenrolando-se nuas, o calor que sobe pela garganta, que transpira pela pele, alaga o corpo e o lençol.

 

O país parou, como pára todos os anos, mas não para fermentar ideias em pousio, que não as tem. Para escancarar vinganças e ódios, disparates que preenchem os olhos ávidos de algo que não seja a própria vida.

 

A terra há-de recuperar, do braseiro e do sono, a chuva virá retemperar os gostos e, quem sabe, devolver esperança e sonhos.

Dance me to the end of love

 

Leonard Cohen

 

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

 

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

Encerramento de escolas

Gostaria de saber se Passos Coelho, Presidente do PSD, José Manuel RodriguesAna Drago, deputados do CDS e do BE, respectivamente, Jorge Pires, da comissão política do PCP, João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, e Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, estariam dispostos a que os seus filhos frequentassem qualquer das 701 escolas básicas que vão encerrar, no âmbito das medidas de reorganização e requalificação do parque escolar.

Troféu

 

Maria Conners: pain

 

Reduzo a pó o caminho dos ossos

moldo a dor como um troféu

sopro-lhe devagar

e o sangue goteja

numa orgia de pena

e paixão.

Abro os olhos e vejo

um saco vazio

no chão.

Novas oportunidades

Começam a aparecer vozes de pessoas que não pertencem ao PS nem ao governo, reconhecendo a pertinência e a importância do programa Novas Oportunidades. Nesse grupo estão, por exemplo, Helena Garrido e Alexandre Soares dos Santos.

 

Mas o nosso jornalismo de qualidade não desarma, na procura de originais burlas cometidas por quem criou o programa e por quem beneficia dele. Hoje a TSF abriu o dia com a notícia fresca de haver pessoas que compram portefólios na internet para apresentarem e conseguirem o certificado do 12º ano. A Agência Nacional de Qualificação apresentou queixa ao Ministério Público por factos passados há 2 anos, que estão a ser investigados. Claro que essa brilhante descoberta do jornalismo de investigação veio da fonte que é o jornal i.

 

Estamos mesmo com falta de notícias.

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