Não vi todo o programa de ontem em que o debate se centrou na legalização do casamento dos homossexuais mas, para mim, ficaram bem patentes duas formas de encarar a vida em sociedade.
Para alguns a família, base celular do tecido social, deve ser formada por um pai, uma mãe e os filhos, eventualmente alargada aos parentes próximos. Para outros, há vários tipos de famílias e todas essas famílias são capazes de formar o corpo social, desde que não sejam disfuncionais.
Para os primeiros uma família fundada num casal homossexual é, à partida, disfuncional, pelo que não deve adoptar crianças. Se olharmos para o superior interesse da criança, será que é o sexo dos progenitores que é determinante para a coesão da família a forma como esses progenitores se relacionam entre si, com quem adoptam ou com os restantes elementos da sociedade?
Não conheço estudos que demonstrem que crianças educadas por casais de homossexuais sejam menos ou mais felizes que as educadas por casais de heterossexuais, ou por celibatários, independentemente do género e da orientação sexual. Parecem até indicar que não há diferenças.
Se o problema da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo é a possibilidade de adopção, pois que se discuta a adopção. Estando em causa o superior interesse da criança, é a esse que se deve atender em todos os casos de adopção, estudando as famílias / pessoas que se propõe adoptar em relação à sua capacidade de prover um ambiente carinhoso e seguro, que garanta um crescimento harmonioso em todas as vertentes.
Para quem valoriza a família tradicional nada o impede, com a legalização do casamento entre homossexuais, de continuar a ter a mesma opinião, a comportar-se socialmente e a transmitir esses mesmos valores. O que está em causa é que outras pessoas, com outras visões de sociedade, possam usufruir dos mesmos direitos.
(Também aqui)
A este desafio não vou fugir.
É preciso completar as 5 frases seguintes:
Eu já tive...
Eu nunca...
Eu sei...
Eu quero...
Pois aqui vai: Eu sonho que sei o que eu quero mas nunca tive e já não sei se quero ou se sonho o que nunca sou.
Passo o desafio a:
E quem quiser, pode seguir a cadeia.

Rafael Bordalo Pinheiro
Na verdade haverá mesmo muito pouca gente interessada no combate à corrupção e na punição de quem usa e abusa do poder e dos dinheiros públicos.
Na verdade algumas vezes a justiça investiga, acusa e condena detentores de cargos públicos, como aconteceu com Isaltino de Morais. Mas esse feito do nosso sistema judicial foi pura e simplesmente ignorado por aqueles que tão preocupados se mostram com a corrupção, assim como pela população de Oeiras que o elegeu para um novo mandato de 4 anos como Presidente da Câmara.
Na verdade as investigações, os magistrados, a tal separação entre o poder judicial e político, parecem ter desaparecido totalmente, com o poder judicial instrumentalizado e com os media a servirem de caixa de ressonância a uma guerra subterrânea.
Na verdade estes são os caldos em que fermentam as ideologias totalitárias e as sementes das ditaduras. O mais importante é viver os golpes e contra-golpes como mais um reality show, tapando os olhos com os dedos bem abertos para não ver os bocados de transcrições das conversas dos políticos, que são todos uns corruptos, para abanarmos a cabeça e declararmos indignadamente a nossa repulsa pela porca política.
(Também aqui)
Noa & Carlos Nuñez
Era unha noite de lúa
era unha noite clara,
eu pasaba polo río
de volta da muiñada.
Topei unha lavandeira
que lavaba ao par da auga.
Ela lavaba no río
e unha cantiga cantaba
Moza que vés do muíño,
moza que ves pola estrada,
axúdame a retorcer
miña sábana lavada.
¡Santa María te axude
e San Lourenzo te valla!
Desparece a lavandeira
como fumeira espallada
Onde as sábanas tendera
poza de sangue deixara.
Era unha noite de lúa
era unha niote clara.
Se a mulher do Presidente da República tem direito a um separador no site da Presidência da República, não podemos deixar que o Primeiro-Ministro não tenha uma namorada oficial.
Para evitar que as mulheres tenham opinião idêntica à dos seus namorados oficiais ou oficiosos, o melhor é não se lhes perguntar nada, porque há algumas que são muito opiniosas. Na verdade também fica mal as mulheres terem opiniões diferentes das dos seus namorados oficiais ou oficiosos.
O melhor é as mulheres deixarem de opinar. Porque todas as opiniões das mulheres são, como sabemos, tresloucadas e insensatas, assertivas e incómodas. Principalmente quando se atrevem a pensar.
(Também aqui)
(Também aqui)
Ana D
Si me das a elegir
Entre tú y la riqueza
Con esa grandeza
Que lleva consigo
Ay amor
Me quedo contigo
Si me das a elegir
Entre tú y la gloria
Para que hable la historia de mi
Por los siglos
Ay amor
Me quedo contigo
Pues me enamorado
Y te quiero y te quiero
Y solo deseo
Estar a tu lado
Soñar con tus ojos
Besarte los labios
Sentir en tus brazos
Que soy muy feliz
Si me das a elegir
Entre tu y ese cielo
Donde libre es el vuelo
Para llegar a otro nido
Ay amor
Me quedo contigo
Si me das a elegir
Entre tú y mis ideas
Que yo sin ellas
Soy un hombre perdido
Ay amor
Me quedo contigo
Pues me enamorado
Y te quiero y te quiero
Y solo deseo
Estar a tu lado
Soñar con tus ojos
Besarte los labios
Sentir en tus brazos
Que soy muy feliz
Uma das funções do estado que considero essenciais é a da educação, com uma aposta numa escola pública de qualidade.
Considero que a Ministra da Educação anterior, Maria de Lurdes Rodrigues, foi das melhores ministras da educação que tivemos. Penso que a devida homenagem lhe será prestada por professores, alunos, pais e cidadãos em geral daqui a alguns anos, quando o resultado das políticas que desenvolveu forem manifestas.
Ninguém duvida de que houve muitas coisas que correram mal. Mas eu não tenho dúvidas da importante reforma que existiu na agenda educativa, com a reformulação de um estatuto da carreira docente, com o princípio da avaliação de desempenho com consequências na progressão da carreira, com a implementação da escola a tempo inteiro, o reforço do ensino da matemática, a aposta no ensino básico, a reabilitação do parque escolar, as aulas de substituição, o desenvolvimento do ensino técnico profissional.
Ouvi com muita atenção a primeira entrevista de Isabel Alçada a Judite de Sousa e gostei muito. Há diferenças no estilo e na forma, que são obviamente importantes, mas o rigor, a exigência e a noção do princípio de que a avaliação de desempenho deva existir, de que haverá um princípio de progressão na carreira docente em que o mérito e as funções desempenhadas são importantes, desde logo na formação de avaliadores, de que a excelência atingida é uma meta que nem todos alcançarão, estão patentes.
Espero que estes princípios sejam comungados pelos outros protagonistas, nomeadamente pelo eterno Mário Nogueira. Os nomes são pouco importantes, os modelos podem ser diferentes mas todos os cidadãos aguardam que a escola pública seja a prioridade desta Ministra, que os problemas da educação sejam resolvidos, para além dos problemas de uma classe profissional, por muito respeitada e importante que seja.
Desejo as melhores felicidades à próxima Ministra da Educação - Dra. Isabel Alçada.
(Também aqui)
K. Joann Russell
Agradeço a delicadeza do Porfírio Silva, que descobri há algum tempo ter-me nomeado para um prémio blogueiro. Peço desculpa por não ter continuado a corrente, mas já o havia feito.
Agradeço também ao sapo o destaque do blogue. Assim se explica a quantidade de visitantes que ontem, perante a minha perplexidade, vieram ao blogue.
Um dos problemas para quem está doente é a alimentação. Para um doente oncológico, seja pela própria doença, pelas complicações resultantes ou pelas terapêuticas efectuadas, a necessidade de encontrar alternativas fáceis à confecção de alimentos nutritivos, preparar refeições minimamente apelativas e adaptadas, é um puzzle complicadíssimo de resolver.
Não só para os doentes mas também para os seus familiares ou cuidadores, o livro RECEITAS E TRUQUES para doentes oncológicos, de Ana Marques Pereira, médica especialista em Hematologia, pode transformar-se num precioso auxiliar.
O livro tem informações preciosas em relação aos vários tipos de alimentos e dos respectivos valores nutritivos, tabelas de correspondências e equivalências entre quantidades e valores calóricos, de conselhos práticos sobre horários, locais, número e tipo de refeições e truques, que começam na distribuição pela casa de tigelas com frutos secos ao cuidado com a estética dos pratos já confeccionados.
Ana Marques Pereira foi buscar à sua experiência profissional, à sua vivência pessoal e aos seus interesses sobre gastronomia, um manancial de conhecimentos para escrever um conjunto de receitas com características diferentes, adaptadas aos variadíssimos problemas que os doentes oncológicos podem enfrentar, acompanhadas de fotografias dos pratos que ela própria confeccionou.
Este é um livro importantíssimo para qualquer biblioteca, mas mais importante ainda para o aconselhamento dos doentes e das suas famílias, que deveria poder ser disponibilizado nos Centros de Dia Oncológicos, Centros de Saúde, Serviços de Oncologia, de Cuidados Continuados e Paliativos.
Pelos vistos não houve nenhuma editora que quisesse arriscar a publicação. Felizmente, a autora não desanimou.
Que a comida seja o vosso remédio e o remédio a vossa comida.
(Hipócrates, 460 ac - 370 ac)
Nota: A própria autora corrigiu-me ao explicitar que houve uma editora (a Gradiva) que estava interessada em publicar o livro. Aqui fica a correcção, com as minhas desculpas à Gradiva.
Ficamos todos a saber que podemos estar a ser escutados, porque fomos apanhados numa investigação de alguém que nos telefona ou a quem nós telefonamos, ficamos a saber que o que dizemos ao telefone, disparates, palavrões, má-língua, invenções, mentiras, das pequenas e das grossas, todas as nossas virtudes e misérias podem, apesar de nada poderem ter a ver com a dita investigação, serem pespegadas nas folhas dos jornais, discutidas nos cafés e serem motivo de análise política e de enxovalho individual.
Ficamos também a saber que os ilustres defensores das liberdades, direitos e garantias dos cidadãos, como José Pacheco Pereira fez na última Quadratura do Círculo, afirmam que o primeiro-ministro deveria vir a público assegurar o que tinha e não tinha dito a Armando Vara, inclusivamente explicitar que não falava de assuntos de estado ao telefone com os seus amigos.
Aqui eu pergunto – porquê? Porque pode estar a ser escutado por quem não convém?
Talvez seja melhor adoptarmos as medidas de prevenção de escutas do antigamente: escrever num papel em vez de conversar, ir para a casa de banho e pôr o autoclismo a funcionar, colocar a música em altos berros, ir conversar para parques públicos sem ninguém à volta, mesmo sabendo que estes métodos do tempo da guerra fria estão obsoletos em relação aos satélites e etc.
Em casa também pode ser perigoso falar com os amigos. Nunca se sabe se os vizinhos não estarão à escuta.
(Também aqui)
Chet Baker
Almost blue
Almost doing things we used to do
There's a girl here and she's almost you
Almost
All the things that your eyes once promised
I see in hers too
Now your eyes are red from crying
Almost blue
Flirting with this disaster became me
It named me as the fool who only aimed to be
Almost blue
It's almost touching it will almost do
There's a part of me that's always true... always
Not all good things come to an end now, it is only a chosen few
I have seen such an unhappy couple
Almost me
Almost you
Almost blue
As taxas moderadoras para internamentos e cirurgias foram revogadas e ainda bem. Nunca conseguiram moderar nada e nem como financiamento do SNS serviram.
O melhor anúncio de um governo europeu de prevenção da SIDA, no European AIDS Video Clip Contest "Clip & Klar europe 09" é português - Cinco razões para não usar preservativo.
(Também aqui)
(...) Aqui chegados, é grave, é muito grave que subsistam dúvidas. E as dúvidas políticas não se dissipam adiando investigações ou destruindo hipotéticas provas. Isso só resolve o problema jurídico, mas deixa em aberto um enorme problema político. As dúvidas dissipam-se esclarecendo os factos e esse esclarecimento cabe, sem sombra de dúvidas, ao senhor primeiro-ministro", defendeu a presidente do PSD. (...)
Manuela Ferreira Leite acusou o poder judicial de destruir provas a mando do poder político, em pleno plenário da Assembleia da República.
A falta de vergonha e a total irresponsabilidade da actual liderança do PSD compromete o cada vez mais do que frágil estado de direito que impera em Portugal. Passou-se exactamente o mesmo com o caso das escutas à Presidência da República. O que lhe interessa não é a averiguação dos factos e a punição dos responsáveis, é a manutenção de suspeitas sobre a honestidade do Primeiro-ministro.
(também aqui)
pintura de Edward Hopper
Summer Interior
Escorreguei pelos lençóis, pelo suor da cama, pelo verão que nunca começou.
Escorreguei pelo teu corpo ausente, pelo grito da cama vazia, pelas tábuas que ardemos por dentro do pó dourado na luz filtrada.
Escorreguei pelo sono do manso inverno que nos cobre, meio vestida de verão, meio despida de razão.
Escorreguei pelo que faltas mas nunca estiveste, neste teatro de insónias verdes, de calores sufocantes e estranhos à memória que inventei.
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Al trasluz. Blog de Abel Murcia
hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
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Constituição República Portuguesa
Movimento Intervenção Cidadania
Museu Virtual Aristides Sousa Mendes
