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Defender o Quadrado

Nesta casa serve-se tudo a quente. As cadeiras são de pau e têm as costas direitas. Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação. A porta está sempre aberta... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado. Sejam

Qu'est ce qu'on attend pour être heureux

Paul Misraki & André Hornez

Avalon Jazz Band

 

 

 

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?

Y a des violettes

Tant qu'on en veut

Y a des raisins, des roug's, des blancs, des bleus,

Les papillons s'en vont par deux

Et le mill'-pattes met ses chaussettes,

Les alouettes

S'font des aveux,

Qu'est-c' qu'on attend

Qu'est-c' qu'on attend

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

 

Quand le bonheur passe près de vous,

Il faut savoir en profiter

Quand pour soi, on a tous les atouts,

On n'a pas le droit d'hésiter

Cueillons tout's les roses du chemin,

Pourquoi tout remettr' à demain

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

 

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

Qu'est-c' qu'on attend pour fair' la fête?

Les maisonnettes

Ouvrent les yeux,

Et la radio chant' un p'tit air radieux,

Le ciel a mis son complet bleu

Et le rosier met sa rosette

C'est notre fête

Puisqu'on est deux.

Qu'est-c' qu'on attend?

Oh dis!

Qu'est-c' qu'on attend?

Oh voui!

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

 

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

Qu'est-c' qu'on attend pour perdr' la tête?

La route est prête

Le ciel est bleu

Y a des chansons dans le piano à queue...

Il y a d'l'espoir dans tous les yeux

Y a des sourir's dans chaqu' fossette

L'amour nous guette

C'est merveilleux

Qu'est-c' qu'on attend

Qu'est-c' qu'on attend

Qu'est-c' qu'on attend pour être heureux?

 

Da hidratação saudável

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Precipitando-me em tropel acelerado para uma vida tão saudável que nem sei como, algum dia, a morte me escolherá, ontem dei mais um passo muito decisivo nesta correria. O objectivo era arranjar uma garrafa de água para levar para o treino (palavra que já entrou no meu léxico) que não fosse de plástico.

 

Tal como Cristo, o jejum ressuscitou e é prescrito por todos os PTs do país (ou do mundo?). Comer de 3 em 3 horas, para que a glicemia se mantenha estável e não haja picos de insulina? Isso já está totalmente ultrapassado. A nova trendy dietética é o jejum. Não sei por quanto tempo (e achei melhor nem indagar pois, seguramente, não iria gostar da resposta). Ora a juntar-se-lhe, e ao ultra processamento dos alimentos, agachamentos, remadas e empranchamentos, para além das bicicletas, passadeiras e sei lá que mais, está o bebericar de água que terá, pelo menos na ciência certa dos PTs, propriedades adelgaçantes e um estranho e inexplicado efeito de redução da frequência cardíaca, levada aos píncaros pelos esplendorosos exercícios.

 

Mas, oh horror dos horrores, a garrafinha de água do Luso que eu, displicentemente, usava, estava a potenciar todos os efeitos cancerígenos e obesogénicos do plástico do dito continente. Não pensem que é fácil resolver este magno problema. Uma garrafinha de água para o treino (devia emagrecer só de repetir esta palavra) tem que ser leve e não se partir, para além de ser rápida e fácil de usar no bebericanço. As que encontrei na Sport Zone e na Decathlon tinham que se desenroscar umas, outras tinham um bico para esguichar nada simpático, outras ainda nem percebi como se usam. E além disso eram todas de plástico.

 

Ontem, ao passar por uma bancada do Smartlunch, empresa que proliferou e inchou nos últimos anos, dei com as garrafas exemplares! De vidro, envoltas numa matéria plástica (mas sem contacto com a água) para que não se partam, com uma rolha fácil de desenroscar - heaven, como diria a Tootsie.

 

Enfim, saúde saudável, aí vou eu.

 

No limite

musico sem cabeca.jpg

Músico sem cabeça

Hans Stellingwerf 

 

 

1.

Queremos-te plana sem rugosidades centrais

ou periféricas. Silenciosa no trabalho

da sobrevivência. Transparência total e etérea

na competência da inexistência. Queremos-te invisível

na omnipresença do amaciar da nossa vida.

Aprende.

 

 

2.

No limite do dia escolho a chuva

os passos na calçada que se esvai.

Ao procurar as luzes que se apagam

acendo os olhos solto os cacos

da renovada ilha onde me escondo.

Nada quero e nada sou

neste espaço limitado que escolhi.

 

Erotic Stories for Punjabi Widows

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Balli Kaur Jaswal

 

Aqui está um livro interessantíssimo, muito bem escrito, que nos coloca em confronto com os preconceitos que todos temos em relação a culturas diferentes, que nos mostra o que são as comunidades dentro de outras, no caso uma comunidade Punjabi no centro de Londres.

 

A partir da história de uma jovem mulher filha de imigrantes indianos, cuja vontade é libertar-se e libertar outras mulheres indianas das amarras de costumes ancestrais que considera retrógrados, vai-se desenrolando uma trama em que se descobre que a vida das viúvas não é exactamente o que parece, que o fervilhar da intriga, da imaginação, do erotismo, do crime e da camaradagem fazem o quotidiano das gentes que passa a considerar suas.

 

Para quando a publicação em português?

Da eternidade dos segundos

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Adalberto Campos Fernandes tem sido extremamente habilidoso em desbaratar a esperança que muitos nele depositaram, bem acompanhado pelo Primeiro-ministro que, no que diz respeito à Saúde, não tem conhecimento, não quer ter e tem raiva de que o tem.

 

O empurrar os problemas, dando sempre uma ideia de grande seriedade e abrangência de soluções desbloqueadas, que depois correspondem a falta de honestidade política para não dizer ao despudorado engano dos interlocutores, tem sido, lamentavelmente, a prática deste Ministro.

 

O concurso para médicos está há quase 1 ano a poucos dias de se iniciar, ou mesmo a poucos segundos, as verbas para os Hospitais estão à espera que o Ministro das Finanças se digne autorizar a sua utilização, e o palavreado asséptico já não engana. Que tristeza.

Da preguiça nacional

Num país em que a precariedade no emprego é enorme, em que os níveis de remuneração são baixíssimos, para trabalho qualificado e não qualificado, em que há imensas empresas a usar os seus trabalhadores em trabalho voluntário, explorando o medo de se ser despedido, em que não se respeitam horários, domingos ou feriados, Ferraz da Costa tem a desvergonha de dizer que as pessoas não querem trabalhar.

  

Há, de facto,um conjunto de gente que se acha com o direito de impor aos outros as suas ideias de supremacia. Porque na base de todas estas baboseiras há sempre a certeza de que algumas regras não se lhes aplicam.

 

É revoltante.

Dos incêndios que se anunciam

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SIC

 

 

Depois do braseiro nacional do ano passado e dos braseiros dos anos anteriores, caminhamos para outros braseiros que se anunciam. Depois da comoção nacional pela catástrofe de 2017, com Portugal a arder, pessoas a morrer, destruição de empresas, de casas, de vidas, depois de toda a solidariedade, dádivas, ajudas e apoios, acusações e demissões, algumas notícias vão mostrando que, de novo, nos esquecemos de tudo. Porque a culpa ou a responsabilidade nunca é nossa, mas sempre de terceiros - do governo, dos Bombeiros, da Altice, dos loucos, de todos, menos nossa.

 

E no entanto, vamos assistindo às notícias que nos dão conta da corrida aos viveiros para plantar eucaliptos, para tentar contornar e minimizar a proibição legislativa, às declarações dos Municípios que dizem não conseguir promover a limpeza das florestas até à data fixada por lei - 31 de Março - tentando adiar e compartimentar procedimentos absolutamente essenciais, apesar dos meios que têm sido postos à sua disposição.

 

Serão necessários muitos anos para tentar melhorar o que foi abandonado durante décadas e muitos investimentos na renovação e no reordenamento do território, na ajuda a quem mais sofreu. Mas a urgência da situação vai-se esgotando porque as pessoas esquecem depressa que são elas próprias as principais responsáveis.

 

Estamos quase no fim de Fevereiro e a chuva continua muitíssimo escassa. Reunem-se as condições para um Verão quente. E a próxima tragédia está mesmo ao virar da esquina.

Os destaques dos media

No dia em que se noticia que há uma aceitação e uma prática de violência alarmantes entre os jovens, mais precisamente nas relações de namoro, e que a economia portuguesa, em 2017, teve o maior crescimento desde 2000, tendo crescido mais que a média europeia (2,5%), é muito interessante olhar para os destaques dos vários jornais online.

 

jornais 1.png

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Apagamento

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The Guardians of Time

Manfred Kielnhofer

 

 

Se me encontrares a vaguear

braços e pernas disciplinadas

na estrada do esquecimento

pegadas de areia nas névoas

do olhar

 

se me chamares pelo nome

que se despegou do corpo

e se gastou como a pele

que me cobre o embaraço

do olhar

 

se me pegares docemente

e me guiares até ao abismo

alisando a água e o tempo

finalmente poderei apagar

o olhar.

 

Das promessas que não se cumprem

Tal como os concursos para os médicos recém-especialistas do ano passado, ou a abertura de mais USF, a integração dos precários do Estado está atrasada e não se sabe como nem quando vai acabar. Entretanto, há falta de médicos e falta de recursos humanos nos restantes serviços do Estado. Mais grave que isso é que as pessoas não podem ser contratadas enquanto aguardam a integração, o que significa que são enviados para casa e, na prática, estão desempregados.