Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014
Abóboras

abobora.jpg

 

 

A única assombração, nesta noite de bruxas, é mesmo a imagem das abóboras que tenho para transformar em alguma coisa natalícia...


Temas:

publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 19:20
link do post | comentar | partilhar

Da mudança de imagem

teste.png

Nos próximos tempos este blogue vai trabalhar para a imagem. Ainda não sei bem como, mas vais ficar diferente.

 

Aguardemos...


Temas:

publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 26 de Outubro de 2014
Da sobrevivência da Pensão Estrelinha

Porto Praca_de_Carlos_Alberto.jpg

Uma das coisas de que gosto, quando vou a congressos e cursos fora da localidade onde moro, é a hipótese de me poder deslocar a pé, entre o hotel e o curso ou congresso, seja em Portugal seja no estrangeiro.

 

Neste momento temos várias ferramentas que nos ajudam a escolher o alojamento, que nos informam da localização precisa, do preço e das facilidades que oferecem aos hóspedes.

 

Animada destes princípios e com uma fé inabalável na internet e no rejuvenescimento da nossa oferta turística, que é muito melhor do que em muitos outros países com grande propaganda, procurei um local no Porto, onde pudesse, a um preço módico, ficar perto do Hospital de Santo António, onde iria decorrer o curso durante uns 4 dias.

 

Google maps e booking.com, duas indispensáveis ferramentas de que me socorro sempre nestas ocasiões, foram, mais uma vez, a resposta às minhas perguntas: na Praça Carlos Alberto, a 5 minutos a pé do Hospital de Santo António, um Hotel a 42,00/ noite, com pequeno-almoço e internet! Que mais poderia querer

 

Na estação de Campanhã, após uma viagem de comboio onde devorei The right attitude to rain, estranhei que o taxista não conhecesse o maravilhoso Hotel. Bem, mas lá fomos. A Praça Carlos Alberto é fabulosa, lindíssima e animada. Numa das pontas via-se uma porta com o nome do Hotel. Tive um instante de apreensão, ao ver a estreiteza da ombreira e a decadência da pintura, mas nada que encolhesse o meu optimismo.

 

Carregando a mala, franqueei a porta. Esperavam-me dois lanços de escada íngreme até ao 1º andar, seguindo as setas que indicavam a recepção. Esta constava de um balcão e de um senhor medianamente simpático, que me pediu a identificação, me indicou a sala do pequeno-almoço nesse andar (atrás de uma porta em mau estado reconheciam-se algumas cadeiras esquálidas). Quando me disse que o meu quarto era o número trezentos e qualquer coisa, no 3º andar, perguntei pelo elevador. Sorrindo o senhor medianamente simpático explicou-me que não havia. Ou seja, carreguei a mala por mais dois andares de escadaria tão íngreme como a anterior. A chave era uma chave verdadeira, amarelada, com a etiqueta do número pendurada; a porta do quarto era grande, pesada e abriu-se com bastante dificuldade. Lá dentro dei com das camas lado a lado, num quarto com as paredes mal pintadas, um chão de madeira corrida e que rangia, sem armário. A casa de banho tinha uma banheira xs, com uma cortina de plástico que já vira melhores dias, um chuveiro pendurado com uma cor baça e desocupada e, mesmo a um canto do tecto, sobressaía um termoacumulador, que aqueceria (ou não) a água do banho.

 

Bom, testemos a internet - funcionava. Procurei vários hotéis mas, tal como me tinham afirmado, o Porto estava repleto de turistas e não havia lugar em lado nenhum, com excepção do IBIS São João.

 

Telefonei e reservei um quarto para os dias seguintes. Quando fiz o checkout, o senhor medianamente simpático não perguntou nada, nem porque razão não aproveitava uma única noite. Concluí que não deveria ser a primeira pessoa a prescindir de tão humilde conforto.

 

Mas tive pena. Prefiro uma caminhada pela manhã e não preciso de grande estadão para passar as noites. Mas não é preciso exagerar. E bastava uma pequena remodelação para ser uma maravilhosa pensão Estrela, em vez de estiolar em Estrelinha.


Temas:

publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 15:03
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Da pAAAtÉtica falta de informação

 

É importantíssima a informação que, desde há uns dias, tem sido amplamente repetida e divulgada por toda a comunicação social, a par das pAAAtÉticas declarações de Passos Coelho - os resultados dos testes de stress aos bancos europeus.

 

Ficámos, portanto a saber que o BCP chumbou (nomenclatura originalíssima utilizada pelos jornalistas) nos tais testes de stress. Mas não ouvi nem li nada sobre a nota do BES nesses mesmo testes - sabemos que tinha passado em 2011 e que também estava em avaliação em 2013. Estranhamente não vejo nenhuma curiosidade em relação à sua performance; nem quais os restantes bancos europeus a sofrerem o tal chumbo.

 

Tenho muitas suspeitas de que estes resultados são totalmente irrelevantes e que não asseguram rigorosamente nada, muito menos a solidez de qualquer instituição bancária. Pior ainda - podem arrasar a credibilidade das Instituições avaliadoras.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:44
link do post | comentar | partilhar

Domingo, 12 de Outubro de 2014
Das conversas presidenciais

Não conheço o teor das conversas entre Cavaco Silva e António Costa. Mas espero que tenham falado da antecipação das eleições legislativas. Era de todo o interesse que decorressem por volta de Junho ou Julho, antes das presidenciais. Aliás foi o próprio Presidente que primeiro falou de eleições antecipadas, na célebre sugestão de compromisso entre Passos e Seguro que fez há mais de 1 ano (que eu, ingenuamente, pensei ser para bom do país quando terá sido uma jogada para estrangular o PS).

 

Espero que tenham falado da nova posição de Portugal perante as exigências de Bruxelas – de defesa dos interesses dos seus cidadãos e dos serviços públicos de qualidade, de tentativa de inversão das políticas recessivas, de redução da pobreza e das desigualdades.

 

Espero que Cavaco Silva tenha compreendido que acabar o seu mandato com dignidade é facilitar o caminho ao fecho deste ciclo político de que foi um dos protagonistas que, agora, tenta apagar a sua responsabilidade.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:38
link do post | comentar | partilhar

Paixão

painful existence.JPGAnthony Moman

 

 

De um poema inacabado a página

em branco fere sangue

que não estanca a dolorosa pressa

do corpo esvaído na mais assimétrica forma

de paixão.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 10:11
link do post | comentar | partilhar

Sábado, 11 de Outubro de 2014
Tanto a não perder (2)

a volta da mesa.jpg

 

Ana Marques Pereira

Garfadas on line


Temas:

publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:27
link do post | comentar | partilhar

Gente que conta

 Malala Yousafzai

 

 Kailash Satyarthi

 

Há gente que dedica a suta vida aos outros, à comunidade. São inspiradoras. Que este prémio o seja também para nós, tão fechados nos nossos problemas, muitas vezes insignificantes quando olhamosum pouco para fora.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:27
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Tanto a não perder (1)

pedro paramo.jpg

 Teatro Meridional

 

ana vidigal.JPG

 Où va t'on? Ana Vidigal


Temas: ,

publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 14:01
link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014
Da nova oposição

Não basta que as sondagens demonstrem que há um novo caminho a percorrer e que há urgência e ânsia pelo início desse caminho. António Costa tem carisma e é, neste momento, o líder incontestado do maior partido da oposição. Porque temos de novo oposição.

 

Independentemente da construção de plataformas de entendimento com outros partidos que aceitem sem reservas a democracia, é muitíssimo importante que o PS ambicione e construa uma maioria absoluta para uma alternativa sólida de governo. A situação do país e da Europa é demasiado grave para que a base eleitoral do próximo governo não resulte de um largo consenso em relação a áreas chave da nossa vida comum.

 

Não é de pactos de regime, consensos ou reflexões urgentes que precisamos mas sim da afirmação de políticas sérias e que tenham como objectivo repor o primado do bem estar dos cidadãos e do serviço público, do reconhecimento que Portugal não pode aceitar ser minimizado na sua soberania e na sua independência perante a centralização do poder cada vez menos democrático da Europa.

 

Não há que ter medo de enfrentar os assuntos, sejam eles quais forem. Os compromissos internacionais para com os credores devem ser cumpridos de forma a parar com a delapidação da sociedade livre, solidária e democrática a que temos assistido nos últimos anos.

 

Os fenómenos populistas tendem a ocupar o vazio em tempos de descrédito, insegurança e pobreza. É preciso inverter a queda para o abismo. Temos condições para lutar - renovação dos princípios e valores, realinhamento do que de essencial é preciso preservar; mobilização de vontades e de esperanças - é possível mudar.



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 19:42
link do post | comentar | partilhar


Lembro dias abertos de asas olhando cumes de impossíveis. Lembro dias em que fomos casas conforto de mundos invisíveis. Por isso nos dias de gelo e brasas seremos abraços indestrutíveis. [Maria Sofia Magalhães]
Mais sobre mim
Maria Sofia Magalhães

À venda na Edita-Me, na WOOK e nas Livrarias Poetria, Poesia Incompleta, Barata, Sá da Costa, Letraria, Ler Devagar, Pó das Letras, da Faculdade de Letras e do Museu das Comunicações
Pesquisar este blog
 

À venda na Edita-Me, na WOOK e nas Livrarias Poetria, Poesia Incompleta, Barata, Sá da Costa, Letraria, Ler Devagar, da Faculdade de Letras e do Museu das Comunicações

À venda na DERIVA editores, WOOK e nas Livrarias Poetria e Poesia Incompleta

Editora Livraria Republicana
Posts recentes

Abóboras

Da mudança de imagem

Da sobrevivência da Pensã...

Da pAAAtÉtica falta de in...

Das conversas presidencia...

Paixão

Tanto a não perder (2)

Gente que conta

Tanto a não perder (1)

Da nova oposição

Salvador Dali
Ligações
Temas

10 de junho(5)

1ºmaio(3)

2011(5)

2012(2)

2013(3)

2014(4)

25 abril(20)

ambiente(6)

arte(4)

artefactos(20)

as vozes dos outros(9)

autárquicas(5)

bailado(6)

be(3)

bolo(5)

caminho dos ossos(6)

campanha eleitoral(23)

carne(5)

ciclo da pedra(22)

ciência(27)

cinema(24)

compota(4)

constituição(5)

corrupção(3)

crime(3)

crise(103)

cultura(7)

da poesia nua(17)

dança(2)

das notas que tomamos(8)

democracia(118)

desafio(4)

devastação(4)

diário económico(25)

difamação(2)

direitos humanos(7)

diversos(463)

doce(12)

economia(181)

editorial(12)

educação(113)

eleições(175)

emigração(9)

esquerda(3)

ética(2)

euro(3)

europa(92)

europeias 2014(11)

fotografia(3)

futebol(15)

governo(57)

grande cozinha semanal(4)

greve(9)

holocausto(4)

homenagem(3)

igualdade(27)

inanidades(49)

informação(190)

ivg(35)

justiça(95)

liberdade(177)

licor(6)

literatura(11)

livros(63)

madeira(10)

manifestações(14)

manual de sobrevivência(113)

música(427)

natal 2011(8)

natal 2012(13)

natal 2013(11)

parlamento(7)

páscoa(3)

pintura(24)

poesia(482)

poesia outra(182)

política(1345)

presidenciais(63)

presidenciais 2016(6)

presidente república(32)

ps(65)

psd(10)

quotidiano(231)

receita(44)

religião(53)

república(7)

revista-me(6)

saúde(201)

segurança(18)

séries tv(6)

sindicatos(5)

sns(17)

sociedade(531)

solidariedade(13)

teatro(26)

televisão(21)

terrorismo(33)

trabalho(64)

um dia como os outros(145)

viagens(8)

todas as tags

Arquivos
MyFreeCopyright.com Registered & Protected
Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 2.5 Portugal.
Subscrever feeds