Domingo, 20 de Abril de 2014
A Troika que se acautele

  

 

É agora que a vamos varrer para sempre. Se o Benfica ganhou o campeonato, Portugal triplicou a bravura, o ânimo e a fúria.

Agarrem-nos senão...

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 22:07
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Em modo revolucionário - primeiro comunicado MFA

 

Rádio Clube Português

 

Joaquim Furtado

  

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.


Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária.

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 20:05
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Novo léxico político

 

 

Este período de governo PSD/CDS, Passos Coelho/Paulo Portas, sob o beneplácito e aplauso mudo de Cavaco Silva, tem sido riquíssimo para o léxico da política portuguesa - a requalificação, o inconseguimento, a desoneração, a convergência, redefinição, fusão, guião de reforma, reestruturação, empreendorismo, gorduras do estado, consumos intermédios, rescisões amigáveis, tudo muito colossal.

 

Estou certa que há inúmeros temas para teses de mestrado e doutoramento para fazer nas próximas décadas.

 

Nota: maçadoria, elencar e deselencar...



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 18:19
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Em modo recosto pós prandial

 

 

Vieiira da Silva

 

 

Do cabrito reza uma história que não sei contar. Talvez lá para as bandas do último dos Romanos se possa descortinar a receita. Sei apenas que ocupou uma prateleira do frigorífico durante vários dias, mergulhado numa molhanga encarniçada. O passeio diário de 180 graus era bastante custoso, pois os 2 garfos compridos, quais forquilhas do demo, eram parcos para tanta costela. Fiquei mesmo com a impressão que a metade tinha um multiplicador, como agora está na moda dizer-se a propósito da austeridade, mas este era de aumentação.

 

Mas que estava uma delícia, isso é um facto, com acompanhamento de castanhas e esparregado, regado com o costumeiro vinho que já se tornou tradição pascal, cá em casa.

 

Para não mencionar um maravilhoso pudim, também da autoria do cozinheiro de serviço, que era uma bomba calórica, mistura entre leite condensado, leite de coco, gelatina e frutos silvestres, mas que se derretia na boca e se deglutia quase sem se perceber.

 

Enfim, se os impostos sobre produtos nocivos já estivessem activos, nós hoje já tínhamos contribuído com uma bela percentagem para a redução do défice. Só faltou mesmo um certo canadiano de empréstimo para que o dia fosse perfeito...

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 16:28
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E quem fala assim...

 

(...) poderão ser equacionados contributos adicionais do lado da receita, designadamente na indústria farmacêutica, ou de tributação sobre produtos que têm efeitos nocivos para a saúde.

Ministra Maria Luís Albuquerque 

 

Não gostaríamos que estas medidas fossem olhadas apenas numa perspectiva orçamental. O nosso primeiro objectivo com este tipo de políticas é melhorar o estado de saúde da população.

Secretário de Estado Adjunto Leal da Costa

 

Não há taxa. É uma ficção, um fantasma que nunca foi discutido em Conselho de Ministros e cuja especulação só prejudica o funcionamento da economia.

Ministro Pires de Lima

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 11:06
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Gloria

  

Vivaldi

Orquestra e Côro de Câmara Nacionais da Arménia
soprano M. Galoyan
soprano H. Harutyunova
mezzo-soprano N. Ananikyan
Maestro R. Mlkeyan

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 10:56
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Enquanto não pagamos imposto...

 

 

 



publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 10:41
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Para uma celebração feliz - Traz outro amigo também

 

 

Zeca Afonso

 

 

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

 

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

 

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 10:32
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Sábado, 19 de Abril de 2014
Em modo preparatório (repasto pascal)

 

 

 

 

O pão-de-ló é um bolo de grande tradição na cozinha portuguesa e nesta particular época festiva. Sim, porque todas as celebrações religiosas acabam sempre em grandes banquetes e, por muito devotos que sejamos (e eu não sou rigorosamente nada), ninguém dispensa as iguarias que se preparam afanosamente, com mais ou menos imaginação.

 

Pois um dos segredos do bom pão-de-ló é o tempo durante o qual se deve bater o açúcar com os ovos, para que fique bem fofo. Esse é um segredo que todos conhecem. Um outro, mais bem guardado, é a forma de conseguir um pão-de-ló líquido no centro. Para além da enorme quantidade de gemas necessária, não percebo como se faz.

 

Sendo assim, atrevida mas ainda não o suficiente, deixo essa experiência para outra altura.

 

Hoje resolvi preparar o pão-de-ló como é hábito (50g de açúcar por cada ovo/ metade do peso do açúcar em farinha) - bater muito bem os ovos com o açúcar, até ficar um creme quase branco, juntar-lhe a farinha e misturar, cozer em forno médio (foram cerca de 15 minutos para 6 ovos) numa forma untada com margarina e polvilhada de farinha. Mas...

 

... não é em vão que se consomem várias horas de MasterChef (Austrália). Pão-de-ló, só assim, tão e é pouco para a minha mesa de Páscoa. E que tal uma calda, para molhar o dito? Raspei (com o inexcedível Microplane) 2 laranjas e espremi essas 2 e mais uma para dentro de um tacho, juntei 6 colheres de sopa de açúcar e um pouco de licor de café (a olho, confesso, umas boas goladas). Depois de fervilhar durante um bocado, até ficar com um pouco de ponto, dei a calda por terminada. Mas...

 

... faltava ainda a parte crocante. Toca de moer grosseiramente uns amendoins e de os torrar na frigideira antiaderente (foi um instante, ficaram ligeiramente torrados de mais). Mas...

 

... para a felicidade e a sofisticação serem supremas, a cereja no topo do bolo, ou seja, ainda precisava de ter natas batidas com açúcar, cremosas e sedosas, o que daria ao pão de ló a companhia ideal para ser mais que pão. O problema é que as natas que encontrei - mimosa - me mimosearam com a tristeza de nem serem de seda nem se transformarem em creme, apenas num líquido pastoso e desanimado.

 

Está no frigorífico. Pode ser que amanhã ressuscite, para condizer com o dia.

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 23:18
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Penitência contínua

 

A tragicomédia desta governação continua a bom ritmo. Infelizmente é um espectáculo moderno, em que os espectadores também são parte activa da peça.

 

A Portaria n.º 82/2014, de 10 de Abril, pretende clarificar as valências dos hospitais, segundo critérios de base populacional e de referenciação, estabelecendo 4 grupos de hospitais, dos menos (grupo I) para os especializados (grupo IV).

 

Começo por me espantar com a forma como se decidiu quais os hospitais pertencentes a cada grupo, vendo o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE (HFF) no grupo I e o Hospital Garcia de Orta, EPE (HGO) no grupo II. Continua o espanto ao ver que a especialidade de Anatomia Patológica vem referenciada apenas no grupo II - será que o HFF vai deixar de ter serviço de Anatomia Patológica? Para onde irão enviar os milhares de biopsias, peças cirúrgicas e citologias que recebe anualmente? Isto para não falar do Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), também do grupo I, que é um Hospital universitário - Universidade da Beira Interior.

 

Acabo a espantar-me porque, imediatamente após a publicação da Portaria já há muitos a dizer que não será para cumprir.

 

Muitos pecados tem este País a expiar, que isto nunca mais acaba.

 


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publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:51
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dez mil déspotas abrigados/ à sombra do teu não./ tu resistes./ e na tua resistência está o seu pão. [Porfírio Silva]
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